terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Palavras com cheiro

Compro um amor verdadeiro,
Pago bem mas sem dinheiro,
Pago bem mas sem dinheiro



Troco palavras com cheiro
Dou de graça conselho
Dou de graça conselho.



(refrão)
Alugo meu corpo a quem alugar-me o seu também.
Alugo meu corpo a quem alugar-me o seu também




Cobro e só pago tanto,
Que amor nunca foi quanto.
Que amor nunca foi quanto



Banda Os Desclassificados
Florianópolis Santa Catarina Brasil
Composição: fabiano foresti
Arranjo: Guitarra: Baixo: L. Manzoni Bateria: Fabiano Foresti Voz e Guitarra: F. Foresti

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Música nova: Deixa pra quem gosta

Para ouvir:
http://palcomp3.com/desclassificados/

Aconteceu comigo um dia
Uma galera que tomava anfetamina
E a coisa toda era muito louca
Porque a galera não calava a boca

(refrão)
Cala a boca mina
Cala a boca irmão
Pega leve na palavra
Não tá rolando comunicação

Aconteceu comigo um dia
Uma galera que tomava fluxotina
E a coisa toda era muito louca
Porque a galera não calava a boca

Aconteceu comigo um dia
Uma galera que cheirava cocaína
E a coisa toda era muito louca
Porque a galera não calava a boca


Composição: f. foresti
Arranjo: fabiano foresti, f. foresti, carlinos lear.
©Copyright 2010 Todos os direitos reservados

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ensaio dia 05/02/2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O mundo das drogas

Sem necessidade, o jovem experimenta o trabalho por curiosidade, para se destacar em seu círculo social, sair do tédio, fugir da realidade. Ele sabe dos riscos que corre e não pode ignorar que, no início, o trabalho proporciona um prazer enorme – chega-se a situações de euforia e conforto que não seriam possíveis. Existe sempre alguém que pode oferecer trabalho de graça, sabe onde conseguir ou terceiriza, a fim de sustentar o próprio vício.

RADFAHRER, Luli. A arte da guerra para quem mexeu no queijo do pai rico. São Paulo: Planeta do Brasil, 2004. 158 p.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Viaja dentro de ti

Pudesse a árvore vagar
e mover-se com pés e asas,
não sofreria os golpes do machado
nem a dor de ser cortada.
 
Não erasse o sol por toda a noite,
como poderia ser o mundo iluminado
a cada nova manhã?
 
E se a água do mar não subisse ao céu,
como cresceriam as plantas
regadas pela chuva e pelos rios?
 
A gota que deixou seu lar, o oceano,
e a ele depois retornou,
encontrou a ostra à sua espera
e nela se fez pérola.
 
Não deixou José seu pai
em lágrimas, pesar e desespero,
ao partir em viagem para alcançar
o reinado e a fortuna?
 
Não viajou o Profeta
para a distante Medina
onde encontrou novo reino
e centenas de povos para governar?
 
Faltam-se pés para viajar?
Viaja dentro de ti mesmo,
e reflete. como a mina de rubis,
os raios de sol para fora de ti.
 
A viagem te conduzirá a teu ser,
transmutará teu pó em ouro puro.
 
Ainda que a água salgada
faça nascer mil espécies de frutos,
abandona todo amargor e acridez
e guia-te apenas pela doçura.
 
É o Sol de Tabriz que opera todos os milagres:
toda árvore ganha beleza
quando tocada pelo sol.
 
 
Rumi
 
 
CARVALHO, José Jorge de. Os melhores poemas de amor da sabedoria religiosa de todos os tempos. Seleção, apresentação e tradução de José Jorge de Carvalho. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001. 201 p. 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Edward Albee

O americano Edward Albee, autor de "Quem Tem Medo de Virginia Woolf?", tem nova peça montada em São Paulo; ganhador de três prêmios Tony e três Pulitzer, ele defende que o teatro deve ser antes um ato de agressão do que uma fonte de felicidade
 
O sr. dá aulas na Universidade de Houston. Como é o contato com grupos de jovens dramaturgos?
Ensino porque aprendo ao fazê-lo. Sou muito egoísta. Se não existisse essa via de mão dupla, não funcionaria para mim. Sempre digo aos alunos: "Escrevam a primeira peça de todos os tempos. Inventem a forma, a estrutura, a ideia". Toda arte é reinvenção, não repetição. Arte ruim é repetição. É simples assim.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Os imitadores

MILLER, Henry. O mundo do sexo. 3. ed. Rio de Janeiro: Pallas, 1975. 111 p.

 

Ainda mais trágico, mais irônico, é o exemplo dos imitadores, daqueles que nunca tentaram viver suas próprias vidas, mas que se dedicaram a imitar a dos grandes mestres. […] Seguir (ao invés de conduzir) é uma maldição que paira sobre o homem. p. 97

A verdadeira traição é seguir o caminho ditado pelo mundo e usar nossa inteligência para justificar essa fraqueza. (Jean Guéhenno) p. 97

O assassino em nós

MILLER, Henry. O mundo do sexo. 3. ed. Rio de Janeiro: Pallas, 1975. 111 p. 

 
Estamos nos tornando cada vez mais neutros, [...] mais assexuais. O asassino [...] é o resultado
[...] da raça degenerada que está [...] minando a nossa estrutura social. Emocionalmente distorcido, o assassino só consegue entrar em contato com seu semelhante através do derramamento de sangue.
 
Existem entre nós todos os tipos de assassino. Aquele que acaba na cadeira elétrica não é senão o arauto de um anfitrião assustador. […] Em determinado sentido, somos todos assassinos. Nosso sistema de vida tem suas raízes no assassinato. […] Sob o pretexto de nos proteger, inventamos os mais fantásticos instrumentos de destruição, que acabam por nos destruir. Ninguém parece acreditar no poder do amor, que é o único seguro. Ninguém mais acredita no vizinho ou em si mesmo – quanto mais num ente superior. O medo, a inveja e a suspeita brotam por todos os lados. p. 74

sábado, 1 de janeiro de 2011

Canções se escrevem sozinhas

Boas camções se compõem sozinhas. Você só se deixa levar pelo olfato, ou pelos ouvidos. O talento é não interferir demais. Ignore a inteligência, ignore tudo: vá para onde ela te leva. Você não tem participação nenhuma, e de repente ela está lá. [...] canções se escrevem sozinhas, você só as transporta.  p. 346
 
RICHARDS, Keith. Vida. São Paulo: Globo, 2010. 631 p.

Força e poder, sem volume

O que se quer obter é força e poder, sem volume - uma força interior. p. 271
 
RICHARDS, Keith. Vida. São Paulo: Globo, 2010. 631 p.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O chorão

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Trincheiras de vidro

Somos guerrelheiros por trás de uma trincheira de plástico e vidro,
Ás vezes olhando por entre a garrafa, podemos ver melhor nosso inimigo.
E com uma mesa de plástico para apoiar as nossas idéias,
Somos mais letais do que todas as drogas e panacéias.
 
Á noite fica mais perigoso,vestimos nosso traje vil,
Todo mundo se corrompe, "vá pra puta que lhe pariu".
Vamos cair na putaria, azucrinar, à todos apavorar, 
Vamos encher o saco do dono do bar!
 
E quando chegar de manhã
E ele não quiser mais nem vender a saideira,
Vamos correr para algum lugar escuro
Onde continue a nossa bebedeira.
 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sobre a alegria

Chamamos de alegria a [...] plena aceitação sem condições nem melindres da vida que se manifesta entre o piscar do ser e do não ser. A alegria não justifica nem rechaça nada: assume o irreproduzível e frágil que se lhe oferece como seu único campo de atuação. E com ele se deleita, com glória, com empenho, com generosidade que às vezes parece cruel, mas no fundo, pensando bem, é compassiva. A alegria é a força misteriosa que nos liga sem refutações à beleza na estética e ao bem na ética.
 
SAVATER, Fernando. A importância da escolha. Tradução Paulo Anthero Barbosa. São Paulo: Planeta do Brasil, 2004. p. 168-169.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Não tenhas

Não tenhas nada nas mãos
Nem uma memória na alma,
Que quando te puserem
Nas mãos o óbolo último,
Ao abrirem-te as mãos
Nada te cairá.
Que trono te querem dar
Que Átropos to não tire?
Que louros que não fanem
Nos arbítrios de Minos?
Que horas que te não tornem
Da estatura da sombra
Que serás quando fores
Na noite e ao fim da estrada.
Colhe as flores mas larga-as,
Das mãos mal as olhaste.
Senta-te ao sol. Abdica
E sê rei de ti próprio.

http://www.pessoa.art.br/?p=166

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Apenas sentimentos

Um músico local fez uma versão de uma música nossa, ficou muito boa mesmo. "Apenas sentimentos", postei ai ao lado ans músicas.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O ego morre em sua própria gaiola de vidro

Num mundo tão ávido de amor, não admira que homens e mulheres fiquem cegados pelo glamour e pelo brilho de seus prórpios egos refletidos. Não admira que o tiro de revólver seja a última intimação. Não admira que as rodas ferozes do metrô, embora reduzam o corpo a pedaços, não consigam precipitar o elixir do amor. No prisma egocêntrico, a vítima indefesa é emparedada pela própria luz que ela refrata. O ego morre em sua própria gaiola de vidro...


MILLER, Henry. Sexus. Tradução de Sergio Flaksman. São Paulo: Companhia das Letas, 2004. p. 265

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Devemos nos transofmrar em nós mesmos

O mundo só teria alguma coisa valiosa a receber de mim a partir do momento em que eu deixasse de ser um membro sério da sociedade e me transformasse em - mim mesmo. O Estado, a nação, as nações unidas do mundo, não passavam de um imenso agregado de indivíduos a repetir os erros de seus ancestrais. Eram presos à roda assim que nasciam, e nela persisitiam até a morte - e esse moinho, tentavam dignificar dando-lhe o nome de "vida".
 
 
MILLER, Henry. Sexus. Tradução de Sergio Flaksman. São Paulo: Companhia das Letas, 2004. p. 238

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A arte não é um número solo

Nenhum artista pode aproveitar sua vida fugindo da sua tarefa [...] A arte não é um número solo; é uma sinfonia no escuro, com milhões de participantes e milhões de ouvintes [...] na verdade é quase totalmente impossível deixar de dar expressão a uma grande idéia. Somos apenas instrumentos de um poder maior. Somos autores licenciados [...] Ninguém cria sozinho, por si e para si mesmo. O artista é um instrumento que registra algo que já existia, uma coisa que pertence ao mundo todo e que, se ele for mesmo um artista, irá sentir-se compelido a devolver ao mundo.
 
 
 
MILLER, Henry. Sexus. Tradução de Sergio Flaksman. São Paulo: Companhia das Letas, 2004. p. 160

domingo, 26 de setembro de 2010

Escrever precisa ser um ato destituído de vontade.

Escrever, meditei, precisa ser um ato destituído de vontade. A palavra, como as correntes oceânicas profundas, precisam subir à superfície por seu próprio impulso. A criança não tem necessidade de escrever, é inocente. O homem escreve para livrar-se do veneno que acumula devido à falsidade do seu modo de vida. Está tentando recapturar sua inocência, mas ainda asssim tudo que consegue fazer (escrevendo) é inocular o mundo com o vírus de sua desilusão. Ninguém escreveria uma palavra sequer se tivesse a coragem de viver aquilo que acredita. Sua inspiração é desviada na fonte. Se é um mundo de verdade, de beleza e de mágica que deseja criar, por que interpõe milhões de palavras enter ele e a realidade desse mundo? Por que retarda ação? - a menos que, a exemplo dos outros homens, o que de fato deseje seja o poder, a fama, o sucesso.
 
MILLER, Henry. Sexus. Tradução de Sergio Flaksman. São Paulo: Companhia das Letas, 2004. p. 23-24

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Dionísio no Bar

http://www.baresdaufsc.com/artigos/dionisio.php

O álcool libera. Há no etilismo uma busca por esta liberalidade. Ao ser alcançada, rompe-se com a ordem. Suspende-se a norma. E essa suspensão é, sobretudo, imanente. Ou seja, ela se dá de dentro para fora do sujeito alcoolizado. Processa-se, através do álcool, o rompimento das amarras existenciais. É aí então que o ébrio se mostra como sujeito de caráter singular, único. Dá-se, assim, um cair sucessivo de suas personas.

O que resta desse desmascaramento engendrado pelo álcool é a singularidade do sujeito, verdadeiramente. A embriaguez não é simplesmente um beber movido por um hábito, vazio de sentido. Nela o sujeito morre como ser oprimido, castrado, cerceado, para renascer livre. Beber é, portanto, um rito. Um rito de passagem do homem acorrentado, amordaçado, para o homem liberto. E o lugar privilegiado para a execução deste rito é, indubitavelmente, o bar. Lugar onde o contexto de uma maior liberalidade incita a liberalidade do sujeito por meio do álcool.

No bar a imolação, ou melhor, o hecatombe se realiza no interior do próprio sujeito. Este, à medida que bebe, vai aos poucos sacrificando suas personas, construídas ao longo de uma vida para a convivência social no âmbito formal da vida, principalmente. Terminado o rito, findada a embriaguez, vinda a ressaca, o sujeito, agora renascido, pode novamente enfrentar a sociedade com suas forças renovadas. Até, pelo menos, a próxima hora feliz no bar.

A experiência com um fone de ouvido


Por A Cruz de Souza.

http://www.baresdaufsc.com/artigos/fone.php

Pretendo através do presente artigo alertar os bares vivendis sobre o risco de se ouvir música em fones de ouvido. Contudo, não falo do risco a saúde física apenas, como a diminuição gradual da acuidade auditiva. Clamo principalmente em razão do encolhimento da vivência. A miniaturização dos aparelhos e a competitividade dos preços de áudio portáteis em função do desenvolvimento tecnológico e o sua convergência para diversos outros aparelhos, como o celular, ocasionou uma explosão de vendas e o renascer de um hábito que parecia estar por morrer: o de ouvir música por meio de fones de ouvido em absolutamente qualquer lugar.

Forçosamente, o aparelho aniquila, no momento do seu uso, a audição do usuário e claramente afeta o seu comportamento. Deixa-se de contar com um importante aparelho sensorial que nos orienta, apreende e aprende o mundo ao nosso redor. A tão preciosa experiência como fonte fundamental e inesgotável de conhecimento é, sucessivamente, perdida, anulada, adiada jamais. A trilha sonora que emana no seu mundo idealizado torna o ouvinte um ser estéril entre os transeuntes abaloados em seus caminhares frenéticos e determinados. Nota-se sem dúvida uma exacerbação do individualismo e uma negação do outro, um se negar à ver. Portanto óculos escuros, fone de ouvido na orelha, boné cobrindo o rosto ou um capuz e, pronto, o indivíduo, por vontade própria, se converte em ser refratário a qualquer possibilidade de relação com o outro.

O que o indivíduo não se dá conta, porém, é que o melhor da vida e o próprio sentido dela são as relações, como mundo e com o outro. Só é possível pensar num eu em relação a um nós. Se isolado do mundo emergirá a questão: quem sou eu? Saberei quem sou e serei melhor se souber quem são os outros e o que é o mundo. Vivamos a experiência do mundo que se oferece!

Como ser simpático a todos

A Cruz de Souza

http://www.baresdaufsc.com/artigos/simpatico.php

Não só poetas são fingidores. Na vida podemos responder a interesses das pessoas de tal maneira que, na medida em que respondamos de forma correta, seremos aceitos. Trata-se de uma fórmula bastante conhecida e largamente utilizada a do ser afável. Contudo, o que é bom deve ser sempre lembrado. Vendedores e políticos são os que mais se beneficiam desta fórmula pela habilidade com que estes a manipulam. É preciso firmeza nos músculos da face para manter-se sempre agradável e alegre. Uma câimbra que seja pode comprometer toda a fórmula.

Para ser um sujeito aprazível é fundamental ser cortês e prazenteiro. Conquanto que se venha logo risonho. E que essa risada não seja por demais exagerada pra não parecer deboche. E que se seja simples, na medida. Uma apresentação em primeira instância sem mostrar os dentes o tornará um mal humorado e sério por demais para os outros. Mas não exagere, pois tolo é aquele que ri todo o tempo. Ao encontrar grupos de pessoas, a boa conduta pede que se cumprimente a todos, sem exceção. Saiba que aquele único sujeito que você não cumprimentar poderá lhe pesar mais tarde. Observe a vestimenta que deve ser sóbria, sem exageros.

Procure usar roupas independentes da moda. No entanto, em grupos inteirados com a moda vigente recomenda-se fazer o mesmo. O semblante deve estar fresco. Desde que não se exceda no frescor para não ser tomado por um vaidoso afetado, ou pior, uma bicha enrustida. Assim, barba e cabelo devem estar preferencialmente feitos ou então muito bem aparados. No diálogo, concorde com todos acredite em tudo e ria de todas as piadas. Argumento pouco, quase nada. Cuide, porém, para não deixar de argumentar algo para que não pareça um estúpido sem opinião que se deixa levar pelos outros como um barco que se entrega aos movimentos incertos das correntes marítimas. O elogio deve se prodigalizar a todos. Em momento algum permita o silêncio, rompendo-o no imediato instante em que ele se instale. A conversa não pode parar pois o silêncio é intolerável entre estranhos. Bem como é intolerável o sujeito calado. Temos, afinal, cinco sentidos, usemo-los, portanto. Assuntos suaves, que não provoquem divergências ideológicas são o ideal.

Prefira temas banais que gerem respostas uníssonas. Em refeições, beba e coma moderadamente. Querer-rás, pois, o epíteto de glutão? Certamente não. Quando de pouso em casa alheia, acorde cedo, mas também não madrugue para não acordar os outros. Jamais espere ser acordado. No caso de haver crianças por perto, considere que garotinhos impertinentes devem ser engolidos com doçura. Não mais, seja humilde, levemente curvado, porém, não medíocre. O humilde é admirado como valor do ser regrado, o medíocre não é tolerado pois é tomado como um incapaz. Mas, principalmente, tenha sempre o material fundamentalmente necessário para ser sempre simpático: Vaselina.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Blog do nosso baterista

http://fabianoforesti.blogspot.com/

Os três patéticos


Tornou-se esta gravura o símbolo da banda "Desclassificados" por ser a concreção estereotipada da atitude desclassificada, em certo sentido. Embora a banda pense num sentido lato da palavra, como tudo o que é marginal, o caos, a desordem, o múltiplo. O alegre, o infeliz e o indiferente estão colocados nas caricaturas juntos por serem eles três a expressão de atitudes patéticas. O patético incita a paixão que é o caos. Se sobrepõe a razão que é o controle e a ordem. É nesse sentido que a gravura se veincula a idéia do nome da banda, qual seja, "Desclassificados".

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Trabalho voluntário

Tava filmando uma pessoa singular, uma mulher que faz faxima mas
escreve um monte de livros, faz teatro, musica, etc.

Apresentação - maio - Básico - UFSC

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Cala a boca mina

Aconteceu comigo um dia
Uma galera que tomava anfetamina
E a coisa toda era muito louca
Porque a galera não calava a boca
 
(refrão)
Cala a boca mina
Cala a boca irmão
Pega leve na palavra
Não tá rolando comunicação
 
Aconteceu comigo um dia
Uma galera que tomava fluxotina
E a coisa toda era muito louca
Porque a galera não calava a boca
 
Aconteceu comigo um dia
Uma galera que cheirava cocaína
E a coisa toda era muito louca
Porque a galera não calava a boca
 

Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni/fabiano foresti/daniel scopel/f. foresti
©Copyright 2010 Todos os direitos reservados

 

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Antes de Nós

Antes de nós nos mesmos arvoredos
Passou o vento, quando havia
E as folhas não falavam

De outro modo do que hoje.

Passamos e agitamo-nos debalde.
Não fazemos mais ruído no que
Do que as folhas das árvores
Ou os passos do vento.
 
Tentemos pois com abandono assíduo
Entregar nosso esforça à Natureza
E não querer mais vida
Que a das árvores verdes.
 
Inutilmente parecemos grandes.
Salvo nós nada pelo mundo fora
Nos saúda a grandeza
Nem sem queres nos serve.
 
Se aqui, à beira mar, o meu indício
Na areaia do mar com três ondas o apaga,
Que fará na alta praia
Em que o mar é o Tempo?
 
 
Fernando Pessoa (Ricardo Reis)