quinta-feira, 2 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Amigos e jardins
Amigo! Será assim como um jardim
Ou encosta que necessita de arrimo?
O zelo com aquele fá-lo vicejar sem fim,
Mas o amparo desta só o faz outro amigo?
Se como o jardim for, não terei me enganado.
Ainda que este seja facilmente esquecido
E um amigo tão claramente lembrado.
Eu sei, os jardins sempre passam, são finitos.
Amigo é algo de eterno, hei de lembrar enfim.
Conquanto que, à semelhança de um jardim,
O refaça pela vida no encontro lado a lado.
Jamais que a amizade poderá ser senão assim.
Jardins e amigos se acabam na ilusão do acabado.
Ah! Amizade! Será meu amigo só amigo pra mim?
Ou encosta que necessita de arrimo?
O zelo com aquele fá-lo vicejar sem fim,
Mas o amparo desta só o faz outro amigo?
Se como o jardim for, não terei me enganado.
Ainda que este seja facilmente esquecido
E um amigo tão claramente lembrado.
Eu sei, os jardins sempre passam, são finitos.
Amigo é algo de eterno, hei de lembrar enfim.
Conquanto que, à semelhança de um jardim,
O refaça pela vida no encontro lado a lado.
Jamais que a amizade poderá ser senão assim.
Jardins e amigos se acabam na ilusão do acabado.
Ah! Amizade! Será meu amigo só amigo pra mim?
fabiano f.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Educação e emancipação
Pessoas que se enquadram cegamente no coletivo fazem de si mesmas meros objetos materiais, anulando-se como sujeitos dotados de motivação própria. [...]
Inclui-se aí a postura de tratar os outros como massa amorfa. Uma democracia não deve apenas funcionar, mas sobretudo trabalhar o seu conceito, e para isso exige pessoas emancipadas. Só é possível imaginar a verdadeira democracia como uma sociedade de emancipados. [...]
A única concretização efetiva da emancipação consiste em que aquelas poucas pessoas interessadas nesta direção orientem toda a sua energia para que a educação seja uma educação para a contestação e para a resistência.
ADORNO, Theodor W. Educação e emancipação. Tradução de Wolfgang Leo Maar. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.
quarta-feira, 30 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Seus olhos tristes
Eu sei eu não consigo esquecer
Eu sei eu não consigo esquecer
Eu não consigo esquecer
Seus olhos tristes e magoados
Eu não consigo esquecer
Seus olhos tristes...
Eles eram tão bonitos de se ver
Eles eram tão bonitos de se ver
Eu sei eu não consigo esquecer
Eu sei eu não consigo esquecer
Eu não consigo esquecer
Seus olhos tristes e profundos
Eu não consigo esquecer
Seus olhos tristes...
Composição e arranjo: f. foresti
©Copyright 2010 Todos os direitos reservados
©Copyright 2010 Todos os direitos reservados
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Palavras com cheiro
Compro um amor verdadeiro,
Pago bem mas sem dinheiro,
Pago bem mas sem dinheiro
Troco palavras com cheiro
Dou de graça conselho
Dou de graça conselho.
(refrão)
Alugo meu corpo a quem alugar-me o seu também.
Alugo meu corpo a quem alugar-me o seu também
Cobro e só pago tanto,
Que amor nunca foi quanto.
Que amor nunca foi quanto
Banda Os Desclassificados
Florianópolis Santa Catarina Brasil
Composição: fabiano foresti
Arranjo: Guitarra: Baixo: L. Manzoni Bateria: Fabiano Foresti Voz e Guitarra: F. Foresti
Pago bem mas sem dinheiro,
Pago bem mas sem dinheiro
Troco palavras com cheiro
Dou de graça conselho
Dou de graça conselho.
(refrão)
Alugo meu corpo a quem alugar-me o seu também.
Alugo meu corpo a quem alugar-me o seu também
Cobro e só pago tanto,
Que amor nunca foi quanto.
Que amor nunca foi quanto
Banda Os Desclassificados
Florianópolis Santa Catarina Brasil
Composição: fabiano foresti
Arranjo: Guitarra: Baixo: L. Manzoni Bateria: Fabiano Foresti Voz e Guitarra: F. Foresti
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Música nova: Deixa pra quem gosta
Para ouvir:
http://palcomp3.com/desclassificados/
Aconteceu comigo um dia
Uma galera que tomava anfetamina
E a coisa toda era muito louca
Porque a galera não calava a boca
(refrão)
Cala a boca mina
Cala a boca irmão
Pega leve na palavra
Não tá rolando comunicação
Aconteceu comigo um dia
Uma galera que tomava fluxotina
E a coisa toda era muito louca
Porque a galera não calava a boca
Aconteceu comigo um dia
Uma galera que cheirava cocaína
E a coisa toda era muito louca
Porque a galera não calava a boca
Composição: f. foresti
Arranjo: fabiano foresti, f. foresti, carlinos lear.
©Copyright 2010 Todos os direitos reservados
http://palcomp3.com/desclassificados/
Aconteceu comigo um dia
Uma galera que tomava anfetamina
E a coisa toda era muito louca
Porque a galera não calava a boca
(refrão)
Cala a boca mina
Cala a boca irmão
Pega leve na palavra
Não tá rolando comunicação
Aconteceu comigo um dia
Uma galera que tomava fluxotina
E a coisa toda era muito louca
Porque a galera não calava a boca
Aconteceu comigo um dia
Uma galera que cheirava cocaína
E a coisa toda era muito louca
Porque a galera não calava a boca
Composição: f. foresti
Arranjo: fabiano foresti, f. foresti, carlinos lear.
©Copyright 2010 Todos os direitos reservados
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
O mundo das drogas
Sem necessidade, o jovem experimenta o trabalho por curiosidade, para se destacar em seu círculo social, sair do tédio, fugir da realidade. Ele sabe dos riscos que corre e não pode ignorar que, no início, o trabalho proporciona um prazer enorme – chega-se a situações de euforia e conforto que não seriam possíveis. Existe sempre alguém que pode oferecer trabalho de graça, sabe onde conseguir ou terceiriza, a fim de sustentar o próprio vício.
RADFAHRER, Luli. A arte da guerra para quem mexeu no queijo do pai rico. São Paulo: Planeta do Brasil, 2004. 158 p.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Viaja dentro de ti
Pudesse a árvore vagar
e mover-se com pés e asas,
não sofreria os golpes do machado
nem a dor de ser cortada.
Não erasse o sol por toda a noite,
como poderia ser o mundo iluminado
a cada nova manhã?
E se a água do mar não subisse ao céu,
como cresceriam as plantas
regadas pela chuva e pelos rios?
A gota que deixou seu lar, o oceano,
e a ele depois retornou,
encontrou a ostra à sua espera
e nela se fez pérola.
Não deixou José seu pai
em lágrimas, pesar e desespero,
ao partir em viagem para alcançar
o reinado e a fortuna?
Não viajou o Profeta
para a distante Medina
onde encontrou novo reino
e centenas de povos para governar?
Faltam-se pés para viajar?
Viaja dentro de ti mesmo,
e reflete. como a mina de rubis,
os raios de sol para fora de ti.
A viagem te conduzirá a teu ser,
transmutará teu pó em ouro puro.
Ainda que a água salgada
faça nascer mil espécies de frutos,
abandona todo amargor e acridez
e guia-te apenas pela doçura.
É o Sol de Tabriz que opera todos os milagres:
toda árvore ganha beleza
quando tocada pelo sol.
Rumi
CARVALHO, José Jorge de. Os melhores poemas de amor da sabedoria religiosa de todos os tempos. Seleção, apresentação e tradução de José Jorge de Carvalho. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001. 201 p.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Edward Albee
O americano Edward Albee, autor de "Quem Tem Medo de Virginia Woolf?", tem nova peça montada em São Paulo; ganhador de três prêmios Tony e três Pulitzer, ele defende que o teatro deve ser antes um ato de agressão do que uma fonte de felicidade
O sr. dá aulas na Universidade de Houston. Como é o contato com grupos de jovens dramaturgos?
Ensino porque aprendo ao fazê-lo. Sou muito egoísta. Se não existisse essa via de mão dupla, não funcionaria para mim. Sempre digo aos alunos: "Escrevam a primeira peça de todos os tempos. Inventem a forma, a estrutura, a ideia". Toda arte é reinvenção, não repetição. Arte ruim é repetição. É simples assim.
Ensino porque aprendo ao fazê-lo. Sou muito egoísta. Se não existisse essa via de mão dupla, não funcionaria para mim. Sempre digo aos alunos: "Escrevam a primeira peça de todos os tempos. Inventem a forma, a estrutura, a ideia". Toda arte é reinvenção, não repetição. Arte ruim é repetição. É simples assim.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Os imitadores
MILLER, Henry. O mundo do sexo. 3. ed. Rio de Janeiro: Pallas, 1975. 111 p.
Ainda mais trágico, mais irônico, é o exemplo dos imitadores, daqueles que nunca tentaram viver suas próprias vidas, mas que se dedicaram a imitar a dos grandes mestres. […] Seguir (ao invés de conduzir) é uma maldição que paira sobre o homem. p. 97
A verdadeira traição é seguir o caminho ditado pelo mundo e usar nossa inteligência para justificar essa fraqueza. (Jean Guéhenno) p. 97
O assassino em nós
MILLER, Henry. O mundo do sexo. 3. ed. Rio de Janeiro: Pallas, 1975. 111 p.
Estamos nos tornando cada vez mais neutros, [...] mais assexuais. O asassino [...] é o resultado
[...] da raça degenerada que está [...] minando a nossa estrutura social. Emocionalmente distorcido, o assassino só consegue entrar em contato com seu semelhante através do derramamento de sangue.
Existem entre nós todos os tipos de assassino. Aquele que acaba na cadeira elétrica não é senão o arauto de um anfitrião assustador. […] Em determinado sentido, somos todos assassinos. Nosso sistema de vida tem suas raízes no assassinato. […] Sob o pretexto de nos proteger, inventamos os mais fantásticos instrumentos de destruição, que acabam por nos destruir. Ninguém parece acreditar no poder do amor, que é o único seguro. Ninguém mais acredita no vizinho ou em si mesmo – quanto mais num ente superior. O medo, a inveja e a suspeita brotam por todos os lados. p. 74
sábado, 1 de janeiro de 2011
Canções se escrevem sozinhas
Boas camções se compõem sozinhas. Você só se deixa levar pelo olfato, ou pelos ouvidos. O talento é não interferir demais. Ignore a inteligência, ignore tudo: vá para onde ela te leva. Você não tem participação nenhuma, e de repente ela está lá. [...] canções se escrevem sozinhas, você só as transporta. p. 346
RICHARDS, Keith. Vida. São Paulo: Globo, 2010. 631 p.
Força e poder, sem volume
O que se quer obter é força e poder, sem volume - uma força interior. p. 271
RICHARDS, Keith. Vida. São Paulo: Globo, 2010. 631 p.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Trincheiras de vidro
Somos guerrelheiros por trás de uma trincheira de plástico e vidro,
Ás vezes olhando por entre a garrafa, podemos ver melhor nosso inimigo.
E com uma mesa de plástico para apoiar as nossas idéias,
Somos mais letais do que todas as drogas e panacéias.
Á noite fica mais perigoso,vestimos nosso traje vil,
Todo mundo se corrompe, "vá pra puta que lhe pariu".
Vamos cair na putaria, azucrinar, à todos apavorar,
Vamos encher o saco do dono do bar!
E quando chegar de manhã
E ele não quiser mais nem vender a saideira,
Vamos correr para algum lugar escuro
Onde continue a nossa bebedeira.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Sobre a alegria
Chamamos de alegria a [...] plena aceitação sem condições nem melindres da vida que se manifesta entre o piscar do ser e do não ser. A alegria não justifica nem rechaça nada: assume o irreproduzível e frágil que se lhe oferece como seu único campo de atuação. E com ele se deleita, com glória, com empenho, com generosidade que às vezes parece cruel, mas no fundo, pensando bem, é compassiva. A alegria é a força misteriosa que nos liga sem refutações à beleza na estética e ao bem na ética.
SAVATER, Fernando. A importância da escolha. Tradução Paulo Anthero Barbosa. São Paulo: Planeta do Brasil, 2004. p. 168-169.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Não tenhas
Não tenhas nada nas mãos
Nem uma memória na alma,
Que quando te puserem
Nas mãos o óbolo último,
Ao abrirem-te as mãos
Nada te cairá.
Que trono te querem dar
Que Átropos to não tire?
Que louros que não fanem
Nos arbítrios de Minos?
Que horas que te não tornem
Da estatura da sombra
Que serás quando fores
Na noite e ao fim da estrada.
Colhe as flores mas larga-as,
Das mãos mal as olhaste.
Senta-te ao sol. Abdica
E sê rei de ti próprio.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Apenas sentimentos
Um músico local fez uma versão de uma música nossa, ficou muito boa mesmo. "Apenas sentimentos", postei ai ao lado ans músicas.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O ego morre em sua própria gaiola de vidro
Num mundo tão ávido de amor, não admira que homens e mulheres fiquem cegados pelo glamour e pelo brilho de seus prórpios egos refletidos. Não admira que o tiro de revólver seja a última intimação. Não admira que as rodas ferozes do metrô, embora reduzam o corpo a pedaços, não consigam precipitar o elixir do amor. No prisma egocêntrico, a vítima indefesa é emparedada pela própria luz que ela refrata. O ego morre em sua própria gaiola de vidro...
MILLER, Henry. Sexus. Tradução de Sergio Flaksman. São Paulo: Companhia das Letas, 2004. p. 265
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