Eu te prometo!
Mas deixa amanhecer,
A minha inspiração
Espera nascer
O sol da criação.
Hoje quem canta é a lua!
Mas eu te juro meu bem,
Minha próxima canção é tua.
Arrepender-se depois somente de tão desmedido consumo.
Rir-se mais do precedente arrebatamento de um vulto
Que na afluência dos sentires do mundo esteve assim tão contente.
Eis do beber o esperado: lançar-se aos braços de Dioniso
E de todos haver ganhado ao menos um curto sorriso.
Deliberadamente o riso. Rir, rir tanto de si mesmo!
E bêbado de tanto sentir por sentir tanto de bêbado
Transbordar-se inteiro de si e espalhar-se todo no meio.
Chamas Arte o transbordar de vida? O bêbado chame-o artista.
(fabiano foresti)
http://palavrascomcheiro.com/poesias/o-bebado.php
Os Desclassificados tem influência de diversos estilos musicais, literários e artísticos, que promoveu o nascimento de uma banda bem diferente, que mistura espontaneamente rock, samba e funk, com letras carregadas de significação, crítica social e alegria. O conjunto surgiu em 2007 na cidade de Florianópolis/SC e é composto por L. Mazoni (baixo), Fabiano Foresti (bateria), F. Foresti (guitarra e voz) e D. Scopel (guitarra e voz). Em 2011 a banda passa a contar com R. Albuquerque na guitarra solo.
Quando eu botar fogo na roupa
Você vai se arrepender
De tudo o que me fez
Voce vai ver meu corpo em chamas
Pelas ruas... Ho, yeah
E o povo todo horrorizado
Iluminado pelo meu fulgor mortal
Eu vou dançar
Girando o corpo incendiado
Até cair no chão
yeh yehyeh yehyeh yeh
O grito agudo da sirene
Dos bombeiros
Alertando a multidão
Alguém falando que era um louco
No céu negro, a lua cheia a brilhar
Segure a mão de uma criança
Amão gelada
E a mãe gitando: "Não e não!"
E eu tão feliz
Guirando colorido
Sob as chamas do luar
yeh yeh yeh yehyeh yeh
Quando eu gritar não se arrepie
Lembre apenas
Das contrárias que me fez
Saia correndo e mergulha
Assim vesticda
Lá no mar... ho, yeah
Mas não vai ter mar que me salve
Da alegria deste salto
Em fogo e luz
Olhe pra mim
Essa é a peça de teatro
Mais bonita que eu já fiz
yeh yeh yeh yeh yeh yeh
Depois a noite há de descer gelada
Sobre os corações
De quem souber
E alguém dirá que foi
O primeiro a ver... oh, yeah