sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Só um poeta

Mas sentir-se como humanidade (e não somente como indivíduo) desperdiçado, como nós vemos desperdiçados pela natureza as flores [...] esse é um sentimento para além de todos os sentimentos. Mas quem é capaz disso? Certamente, só um poeta: e os poetas sabem sempre se consolar. p. 57
 
 
NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. Tradução de Antônio Carlos Braga. 2. ed. São Paulo: Escala, [198-?]. 356 p. ISBN 85-7556-757-8 (Grandes obras do pensamento universal, 42)

O valor da vida

O valor da vida para o homem comum se baseia unicamente no fato de ele atribuir mais importância a si que ao mundo. A grande falta de imaginação de que sofre o impede de penetrar pelo sentimento nos outros seres e por isso participa tão pouco quanto possível do destino e sofrimento deles. p. 57 
 
 
NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. Tradução de Antônio Carlos Braga. 2. ed. São Paulo: Escala, [198-?]. 356 p. ISBN 85-7556-757-8

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Nossa vocação

Nossa vocação toma conta de nós, mesmo quando não a conhecemos; é o futuro que dita a regra ao nosso hoje. p. 27
 
 
NIETZSCHE, Friedrich. Humano, demasiado humano. Tradução de Antônio Carlos Braga. 2. ed. São Paulo: Escala, [198-?]. 356 p. ISBN 85-7556-757-8

Propósito

Uma vez cheguei a refletir sobre as diferentes ocupações a que os homens se entregam nesta vida e fiz a tentativa de selecionar as melhores delas. [...] nada me pareceu melhor do que me manter estritamente em meu propósito [...] empregar todo o tempo da vida para desenvolver minha razão [...] minha alma ficou tão repleta de alegria que todas as outras coisas já nada podiam lhe fazer.
 
Descartes apud Nietzsche

Os Desclassificados

Os Desclassificados tem influência de diversos estilos musicais, literários e artísticos, que promoveu o nascimento de uma banda bem diferente, que mistura espontaneamente rock, samba e funk, com letras carregadas de significação, crítica social e alegria. O conjunto surgiu em 2007 na cidade de Florianópolis/SC e é composto por L. Mazoni (baixo), Fabiano Foresti (bateria), F. Foresti (guitarra e voz) e D. Scopel (guitarra e voz). Em 2011 a banda passa a contar com R. Albuquerque na guitarra solo.

 
 
 
 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Katsimbalis de Marússia

E nunca encontrei um indivíduo mais humano do que Katsimbalis. Ao andar ao seu lado pelas ruas de Marússia, tive a sensação de estar pisando sobre a terra de uma forma inteiramente nova. A terra tornou-se mais íntima, mais viva, mais promissora. Ele falava muito do passado [...] mas nunca como de algo morto e esquecido, mas, antes, como de algo que trazemos em nós, algo que frutifica no presente e torna o futuro convidativo. Falava com igual reverência das coisas grandes e pequenas; nunca estava tão ocupado que não pudesse parar para pensar em alguma coisa que o atraísse; tinha um tempo infinito nas mãos, coisa que, por si mesma, já é a marca das grandes almas [...] há homens tão completos, tão ricos, que se dão tão inteiramente que, sempre que você se despede deles, torna-se irrelevante saber se essa despedida é por um dia ou para sempre. Eles não pedem nada de você, a não ser que você partilhe com eles a suprema alegria de viver. Nunca perguntam de que lado do muro você está, porque no mundo em que eles vivem não há muros. Fazem-se invulneráveis por, habitualmente, se exporem a todos os perigos. Seu heroísmo cresce à medida que revelam suas fraquezas. p. 240
MILLER, Henry. O colosso de Marússia. Tradução de Cora Rónai. Porto Alegre: L&PM, 2003. 254 p.

Um dia seremos deuses

A impressão mais profunda que a Grécia deixou em mim foi a de ser um país numa dimensão humana. [...] A Grécia é o lar dos deuses; eles podem ter morrido, mas a sua presença ainda se faz sentir. [...] tinham proporções humanas: foram criados pelo espírito do homem. [...] no mundo ocidental este vínculo entre o homem e a divindade foi rompido, o ceticismo e a paralisia que esta ruptura provocou na natureza humana são a chave para a destruição inevitável da nossa civilização. Se os homens deixam de acreditar que um dia serão deuses, transformam-se, certamente, em vermes. [...] Nenhuma nação pode gerar um novo meio de vida sem uma visão universal. [...] já aprendemos que todos os povos da terra estão interligados, mas ainda não conseguimos utilizar esta descoberta de forma inteligente. Vimos duas guerras mundiais e, sem dúvida, veremos uma terceira, talvez uma quarta, possivelmente outras mais. [...] O mundo deve se tornar, novamente, pequeno, como era o antigo mundo grego: suficiente pequeno para conter todo o mundo.
MILLER, Henry. O colosso de Marússia. Tradução de Cora Rónai. Porto Alegre: L&PM, 2003. 254 p.

Viver criativamente

Descobri que viver criativamente significa viver cada vez menos egoisticamente, viver cada vez mais no mundo, identificando-se com ele e tentando influenciá-lo. Tenho a impressão, agora, de que a arte, como a religião, é só uma preparação, uma iniciação a um meio de vida. O objetivo é a liberação, a liberdade, o que quer dizer assumir liberdades cada vez maiores. Escrever, além do ponto de auto-realização, me parece vão e inútil. O domínio de qualquer forma de expressão artística deve conduzir, inevitavelmente, à expressão final - o domínio da vida. Neste campo, cada um está absolutamente só, enfrentando os próprios elementos da criação. [...] Se é bem sucedida, o mundo inteiro se modifica. [...] Dar e receber são, no fundo, uma coisa só. [...] Vivendo abertos, tornamo-nos transmissores; e assim, como um rio, experimentamos a sensação de viver ao máximo, correndo numa linha paralela à correnteza da vida, morrendo apenas para renascer como oceanos. p. 208-209.
MILLER, Henry. O colosso de Marússia. Tradução de Cora Rónai. Porto Alegre: L&PM, 2003. 254 p.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ficha 7

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjbZ43byxe5Wr3mAqce_KwatmAUqpiSdl4T_B8BF5jOtunj5QinrlnpxviKvgWE4VElSJ-ZSwjic5V5fbEOhVCX_4G-_TAftZn9eibo2WqjvT3g0LuxMDOexQUQUYZYQU_XoiB8sG5m2GKN/s1600-h/hq-mono-6_.jpg

Criatura ingrata

http://vidaeobrademimmesmo.blogspot.com/

Corpo em chamas - Ave Sangria

Quando eu botar fogo na roupa
Você vai se arrepender
De tudo o que me fez
Voce vai ver meu corpo em chamas
Pelas ruas... Ho, yeah

E o povo todo horrorizado
Iluminado pelo meu fulgor mortal
Eu vou dançar
Girando o corpo incendiado
Até cair no chão

yeh yehyeh yehyeh yeh

O grito agudo da sirene
Dos bombeiros
Alertando a multidão
Alguém falando que era um louco
No céu negro, a lua cheia a brilhar

Segure a mão de uma criança
Amão gelada
E a mãe gitando: "Não e não!"
E eu tão feliz
Guirando colorido
Sob as chamas do luar

yeh yeh yeh yehyeh yeh

Quando eu gritar não se arrepie
Lembre apenas
Das contrárias que me fez
Saia correndo e mergulha
Assim vesticda
Lá no mar... ho, yeah

Mas não vai ter mar que me salve
Da alegria deste salto
Em fogo e luz
Olhe pra mim
Essa é a peça de teatro
Mais bonita que eu já fiz

yeh yeh yeh yeh yeh yeh

Depois a noite há de descer gelada
Sobre os corações
De quem souber
E alguém dirá que foi
O primeiro a ver... oh, yeah

A presença selvagem
De um clarão vermelho
Rodopiando pelo chão
Esse sou eu
Dorido, dolorido
Colorido e sem razão
Ou não...
 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Toca baixo desgraçado!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Video Games



It's you, it's you, it's all for you
Everything I do, I tell you all the time
Heaven is a place on earth with you
Tell me all the things you want to do
I heard that you like the bad girls
Honey, is that true?
It's better than I ever even knew
They say that the world was built for two
Only worth living if somebody is loving you
Baby, now you do

Grande ator

http://ultralafa.wordpress.com/

Reggae da tainha

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Entretenho-me a tecer musicais as minhas queixas

Não me indigno, porque a indignação é para os fortes; não me resigno, porque a resignação é para os nobres; não me calo, porque o silêncio é para os grandes. E eu não sou forte, nem nobre, nem grande. Sofro e sonho. Queixo-me porque sou fraco e, porque sou artista, entretenho-me a tecer musicais as minhas queixas e a arranjar meus sonhos conforme me parece melhor a minha ideia de os achar belos. p. 148

PESSOA, Fernando. Livro do desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. 534 p.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Site reformulado

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O antípoda de um décadent

(...) Pois é preciso que se dê atenção a isso: os anos em que minha vitalidade foi mais débil foram os anos em que deixei de ser pessimista: o instinto do auto-reestabelecimento me proibiu uma filosofia da miséria e do desanimo... E é nisso que se reconhece, no fundo, a vida-que-deu-certo! No fato de um homem bem educado fazer bem aos nossos sentidos: no fato de ele ser talhado em uma madeira que é dura, suave e cheirosa ao mesmo tempo. A ele só faz gosto o que lhe é salutar; seu prazer, seu desejo acabam lá onde as fronteiras do salutar passam a estar em perigo. Ele adivinha meios curativos contra lesões, ele aproveita acasos desagradáveis em seu próprio favor; o que não acaba com ele, fortalece-o. Ele acumula por instinto tudo aquilo que vê, ouve e experimenta à sua soma: ele é um princípio selecionador, ele reprova muito. Ele está sempre em sua própria companhia, mesmo que esteja em contato com livros, pessoas ou paisagens: ele honra pelo ato de selecionar, pelo ato de permitir, pelo ato de confiar. A todo o tipo de estímulo ele reage lentamente, com aquela lentidão que uma longa cautela e um orgulho desejado inculcaram nele – ele testa o estímulo que se aproxima; ele está longe de ir ao encontro dele. Ele não acredita nem no "infortúnio" nem na "culpa": ele se dá conta de si mesmo e dos outros; ele sabe esquecer...Ele é forte o suficiente a ponto de fazer com que tudo tenha de vir para o seu bem...Vá lá, eu sou o antípoda de um décadent: pois acabei de descrever a mim mesmo.
 
NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Ecce Homo: de como a gente se torna o que a gente é. Porto Alegre: L&PM, 2002. 208 p. 17 cm

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Foto

sábado, 19 de novembro de 2011

Os imbecis e as aparências

Mas não importa o que façamos, os imbecis e as aparências falam contra nós, dizendo: "Estes são homens sem dever" – sempre temos os imbecis e as aparências contra nós. p. 132

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Além do bem e do mal: prelúdio à uma filosofia do futuro. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

Cristina

Esta música inicia uma nova fase da banda. Ela realmente é muito boa. Aguardem!
Fiz para Cristina, obviamente, lembro que ela disse existir apenas uma música com seu nome, a do Tim Maia, que é demais também. Bom, agora existem duas.
 
 
Cristina por favor tome cuidado
Cristina por favor não me deixe assim
 
(refrão)
Meu coração está em suas mãos
Meu coração está em suas mãos
 
Cristina por favor volte depressa
Cristina por favor pense mais em mim
 
(refrão) 
Meu coração agora é todo seu
Meu coração agora é todo seu
 
 
composição: f. foresti
arranjo: l. manzoni; r. albuquerque; f. foresti; fabiano foresti
©Copyright 2011 Todos os direitos reservados
 
 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Samba de Cristina

Cristina, eu quero percorrer
Do seu corpo todas as paragens,
Eu quero ser um louco
Que conversa com suas tatuagens.

E te ver de todos ângulos,
Saber de todos seus enganos,
Sambar com você a noite inteira,
Na boemia de segunda feira.

(refrão)
Cristina!
Eu fiz um samba novo em homenagem à você
Eu fiz um samba novo em homenagem à você
Sei que posso parecer bobo,
Sei que pode parecer clichê.
Mas eu fiz.
 
 
Composição: f. foresti