sexta-feira, 17 de julho de 2009

Algumas imagens do Sarau Boca de Cena de julho

Até que ficaram legais, eu achei. Granuladas por falta de luz, né, mas sem flash foi o que deu pra fazer :)
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Créditos Martini!!!



quarta-feira, 15 de julho de 2009

Narciso venceu Dionísio

LIPOVETSKY, Gilles. A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo. Tradução de Maria Lucia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 402 p.

A despeito das incitações perpétuas a "curtir", Narciso venceu Dionísio. p. 248

Por toda parte, as festas são dominadas pela lógica dos lazeres, dos espetáculos e do consumo: a festa tradicional ou memorial foi substituída pela festa consumista ou frívola centrada no presente. p. 253

Na sociedade de hiperconsumo, triunfa a festa sem passado nem futuro, a hiperfesta auto-suficiente, presenteísta, no grau zero do sentido, apenas alimentada pelas paixões de distração e de consumo. p. 254

Prazer de encontrar-se "entre si", atar laços cúmplices e conviviais com semelhantes, declarar um orgulho identitário, a festa funciona como instrumento de autodefinição e de afirmação de si num tempo em que as identidades coletivas já não estão dadas e admitidas de uma vez por todas. O indivíduo se busca muito mais do que se perde: eis o princípio da festa reativado por uma exigência de "orgulho" neo-individualista, de enraizamento e de reidentificação de si. p. 256

Construir-se, destacar-se, aumentar suas capacidades, a "sociedade do desempenho" tende a tornar-se a imagem prevalente da hipermodernidade. p. 260

As antigas utopias estão mortas, o que "inflama" a época é um estilo de existência dominado pela "vitória", o sucesso, a competição, o eu de alto rendimento. Ser o melhor, destacar-se, superar-se: eis a sociedade democrática "convertida" ao culto do desempenho, "vetor de um desenvolvimento pessoal de massa". p. 264

Sobre nossa produção desclassificada

Recebi este email do meu irmão e achei interessante postar... surgiu de uma conversa nossa sobre as crítivas de minha gatinha sobre minhas ações, amigos, arte, enfim... lá vai...


Quando você é condenado por seus amigos "loucos" ou condenado por tal ou qual comportamento desviante daquele que a pessoa que te condena representa, eis o que diz Bourdieu sobre isso:

"Não há profissão pequeno-burguesa de ascetismo, nem elogio do limpo, do sóbrio, do bem-cuidado, que não encerre uma condenação tácita à sujeira, à inconveniência, nas palavras ou nas coisas, à intemperança, à imprevidência ao impudor ou à imprudência, como se os agentes só pudessem reconhecer seus valores naquilo que os valorizam, na última diferença que é também, muitas vezes, a última conquista, na distância genética e estrutural que propriamente os define." P. 86.

As críticas em relação a tua pretensão de escrever e publicar obras sem a legitimação dos meios legítimos da cultura legítima esconde esse princípio da conformidade que visa o embaraço, de que fala Bourdie. Você, não sendo desse grupo, não deve ter a pretenção de sê-lo:

"Quanto às chamadas de ordem ("por quem você se toma?", "não é para pessoas como nós") onde se enuncia o princípio da conformidade, única norma mais ou menos explícita do gosto popular, e que visam encorajar as escolhas "modestas" em todo caso impostas pelas condições objetivas, elas próprias encerram uma ameaça contra a ambição de identificar-se com outros grupos, de se distinguir, portanto, e se distanciar do grupo; pretensão particularmente condenada nos homens, (...)"

A citação abaixo é reveladora quando se pensa na estilização da vida do autor das críticas e o que ele valoriza, que está ligado a unidade de seu estilo de vida, a sua casa, nos seus móveis, etc. Na última sentença, em negrito, a idéia do gosto natural. A tua obra então é pensada pelo autor das críticas em comparação às obras legítimas dos meios legítimos da cultura legíma como algo natural que tu deves sempre seguir e tomar como exemplo:

"Na medida em que cresce a distância objetiva com relação à necessidade, o estilo de vida se torna, sempre, cada vez mais o produto de uma "estilização da vida", decisão sistemática que orienta e organiza as práticas mais diversas, escolha de um vinho e de um queijo ou decoração de uma casa de campo. Afirmação de um poder sobre a necessidade dominada, ele encerra sempre a reivindicação de uma superioridade legítima sobre aqueles que, não sabendo afirmar esse desprezo pelas contingências no luxo gratuito e no desperdício ostentatório, permanecem dominados pelos interesses e as urgências mundanas: os gostos de liberdade só podem se afirmar enquanto tais com relação aos gostos de necessidade e, passando por aí para a ordem da estética, constituídos como vulgares. Essa pretensão tem menos chances que qualquer outra de ser contestada, posto que a relação sobre a qual ela se funda, da disposição "pura" e "desinteressada" com relação às condições que a tornam possível, isto é, as condições matériais de existência mais raras porque mais liberadas da necessidade econômica, tem todas as chances de passa despercebida. O privilégio mais classificador tem, assim, o privilégio de aparecer como o mais fundado na natureza. P. 87".

Aqui Bourdie argumenta contra a ideologia do gosto natural:

"Não seria necessário demonstrar que a cultura é adquirida ou que essa forma particular de competência a que chamamos gosto é um produto da educação ou que nada é mais banal do que a procura da originalidade se todo um conjunto de mecanismos sociais não viessem dissimular essas verdades primeiras que a ciência deve restabelecer, estabelecendo em acréscimo as condições e as funções de sua dissimulação. É assim que a ideologia do gosto natural, que repousa na negação de todas essas evidências, tira sua aparência e sua eficácia daquilo que, como todas as estratégias ideológicas que se engendram na luta de classes cotidianas, ela naturaliza das diferenças reais, convertendo em diferenças de natureza diferenças no modo de aquisição da cultura. P. 95. "


Neste trecho, abaixo, mostra bem o que a cultura dominante pretende: que aqueles não possuem capital cultural da cultura dominante e legítima tenham sempre a sensação de inompetência e fracasso, constrangimento. Assim, nós não publicamos nada por vergonha, não tocamos por medo, enfim:


"O desapossamento cultural

O estilo de vida das classes populares deve suas características fundamentais, compreendendo aquelas que podem parecer como sendo as mais positivas, ao fato de que ele representa uma forma de adaptação à posição ocupada na estrutura social: encerra sempre, por esse fato, nem que seja sob a forma do sentimento da incapacidade, da incompetência, do fracasso ou, aqui, da indignidade cultural, uma forma de reconhecimento dos valores dominantes. P. 100. "


Alienado somos nós, dominados pela cultura dominante buscando a todo custo alcançá-la numa busca frenética e frustrante. Procuremos nossos próprios fins, por nossos próprios meios. Nesse sentido a internet é fantástica. Bourdieu não à conheceu, morreu antes:


Esse desapossamento da capacidade de formular seus próprios fins (e a imposição correlativa de necessidades artificiais) é, sem dúvida, a forma mais sutil de alienação.


Abaixo Bourdieu expõe sua veia marxista. Ele coloca o termo teórico em oposição à prática porque a cultura dominate detém os meios teóricos (não são, portanto, o único caminho) já que não tem função prática, como a estética e a idéia do belo na arte, os saberes inúteis que a escola inculca desde a infância, período em que tudo é aceito como verdade absoluta e natural:

"Excluídos da propriedade dos instrumentos de produção, eles (classes populares) são também desapossados dos instrumentos de apropriação simbólica das máquinas a que eles servem, não possuindo o capital cultural incorporado que é a condição da apropriação conforme (ao menos na definição legítima) do capital cultural objetivado nos objetos técnicos. P. 100. "

"Dominados pelas máquinas a que eles servem e por aqueles que detêm os meios legítimos, isto é, teóricos, de dominá-los, eles reencontram a cultura (na fábrica como na escola, que ensina o respeito pelos saberes inúteis e desinteressados) como um princípio de ordem que não tem necessidade de desmontar sua utilidade prática para ser justificado. P. 102. "

"A legitimidade da disposição pura é tão totalmente reconhecida que tudo leva a esquecer que a definição da arte e, através dela, da arte de viver, é um lugar de luta entre as classes; e isso tanto mais que as artes de viver antagonistas têm muito poucas chances de conseguirem se exprimir, tendo vista as condições das quais elas são o produto. P. 117"


É isso aí meu quiridu! Por isso que somos e devemos continuar sermos os desclassificados e por isso que esse nome é excelente e significativo. Viva a contracultura!!

domingo, 12 de julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Convocação de ensaio

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Desclassificado - Vídeo

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Fabiano espera a banda na porta do estúdio

Minha mulher, a solidão

Minha mulher, a solidão,
consegue que eu não seja triste.
Ah, que bom é ao coração
ter este lar que não existe!

Recolho a não ouvir ninguém,
Não sofro o insulto de um carinho,
E falo alto sem que haja alguém:
nascem-me os versos no caminho.

Senhor, se há bem que o céu conceda
submisso à opressão do Fado,
dá-me eu ser só, - veste de seda -,
e falar só – leque agitado.
Fernando Pessoa

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Convocação de ensaio

 

Boneco favorito do nosso batera

Saibam que houve um tempo em que o fabiano não vivia sem este boneco...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Fulana Minha Cara

Composição: f. foresti, l. manzoni, fabiano f.


Fulana minha cara
Não consigo entender
Porque tão repente
Não posso mais te ver.

Fulana minha marra
Preciso muito te ver
Se você não quiser
Olha, eu não vou entender

(refrão)
Mas se você quiser eu posso dar um telefonema
Mas se você quiser eu posso resolver o problema

Beltrana minha tara
Tudo é bom com você
Cinema, praia, bar
Até assistir tv.

Beltrana minha cara
Tudo é tão natural
Sei que não valho nada
Sou um cara de pau.

(refrão)
Mas se você quiser eu posso dar um telefonema
Mas se você quiser eu posso resolver o problema

Ciclana minha amada
Quero muito conversar
E para falar contigo
Vou à qualquer lugar.

Ciclana minha vida
Fica um pouco mais comigo
Se me deixar sozinho
Estou correndo perigo

(refrão)
Mas se você quiser eu posso dar um telefonema
Mas se você quiser eu posso resolver o problema



Arranjo: l. manzoni/fabiano foresti/daniel scopel/f. foresti
©Copyright 2009 Todos os direitos reservados

terça-feira, 30 de junho de 2009

Sensações inúteis - vídeo

Vazaram meu coração

Composição: f. foresti & fabiano foresti


Chamem o encanador,
Chamem o bombeiro, o síndico,
O responsável técnico,
Preciso de ajuda, porque...

(refrão)
Vazaram meu coração,
Mataram meu coração,
Sangraram meu coração,
Zombaram meu coração.

Quebraram meu coração,
Amaram meu coração,
Rasgaram meu coração,
Pisaram meu coração.

Chamem o Cardeal,
O Bispo, a Madre,
O representante local,
O gerente, eu preciso de ajuda...



f. foresti & fabiano foresti
Arranjo: l. manzoni/fabiano foresti/daniel scopel/f. foresti
©Copyright 2009 Todos os direitos reservados

Apenas sentimentos

Composição: f. foresti


São apenas sentimentos e fortes...
Emoções.

São apenas pensamentos e algumas...
Conclusões.

Sofro mais a cada dia tenho muitos....
Corações.

Me apaixono todo dia amor....
Mil perdões.

(refrão)
Porque estou muito louco,
Porque sinto demais,
Porque estou cheio de sentidos...

Porque estou cheio de tanto sentir!



Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni/fabiano foresti/daniel scopel
©Copyright 2009 Todos os direitos reservados

domingo, 28 de junho de 2009

Blues da exigência

Composição: f. foresti

Faz tanto tempo
Faz tanto tempo amor
Faz tanto tempo
Faz tanto tempo atrás

Você não vai me deixar sozinho
Você vai ter que aceitar meu não
Me aceitar como seu destino
Você não vai me deixar na mão

(refrão)
Você vai ter que ficar
Você vai ter que aceitar
Você vai ter que me amar
Você vai ter que...


Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni/fabiano foresti/daniel scopel/f. foresti
©Copyright 2009 Todos os direitos reservados

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Ode à Fernando Pessoa - A passagem das Horas - Trilha sonora

A banda e os mecanismos de busca

Interessante observar quais são as palavras pesquisadas pelos usuários de internet que visitam nosso site. Música de corno? Pois é, fazer o que né. Vai aí então todas a palavras pesquisadas neste último mês.

 
desclassificados
10 18.8 %
brasil nunca mais 7 13.2 %
os desclassificados 3 5.6 %
musicas de bebado 3 5.6 %
www.desclassificados.com 2 3.7 %
música para eu ouvir 1 1.8 %
musicas sobre apaz 1 1.8 %
musica de coleira 1 1.8 %
msica de coleirinha 1 1.8 %
musicas para cornos 1 1.8 %
musicas sobre o coraçao 1 1.8 %
letras de vem quebrando os coraÇoes 1 1.8 %
alvaro de campos - diluente 1 1.8 %
aquela cujo sorriso sugere a paz q eu não tenho 1 1.8 %
quero mucica de coleiro 1 1.8 %
coração tolo 1 1.8 %
monotonia que me mata 1 1.8 %
música a paz que eu tenho 1 1.8 %
influencia dos estilos musicais 1 1.8 %
musica quebra corações 1 1.8 %
lojas de som para ouvi 1 1.8 %
música - felicidade 1 1.8 %
discrassificados 1 1.8 %
não me macem 1 1.8 %
quem cruzou todos os mares apenas cruzou de si mesmo fernando pessoa 1 1.8 %
coleira letra de música 1 1.8 %
alvaro de campos - poema diluente -interpretaçao 1 1.8 %
musicas de paz 1 1.8 %
musica na vespera de não partir 1 1.8 %
musicas de culerrinha 1 1.8 %
letras sobre paz 1 1.8 %
objetos que começa com as letras n e u 1 1.8 %
brasil nunca mais?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Próximo Show

Sarau Boca de Cena na Igrejinha da UFSC, dia 16 de julho.

:P

Mate-me por favor

Composição: leonardo manzoni
Arranjo: l. manzoni, fabiano foresti, daniel scopel.

Mate-me por favor,
Eu não mereço existir.
Mate-me por favor,
Já não consigo sorrir.
Mate-me por favor,
Qualquer faca vai servir.
Mate-me por favor,
Faça um amigo feliz.

Enterre meu corpo na cova mais funda
Escreva na tumba uma frase banal
Aqui jaz um homem honesto e leal
Não quero nem reza, nem choro nem vela
Conte por aí que eu fui viajar
Depois por favor só me esqueça, me esqueça.

Mate-me sem pavor,
É tudo tão natural.
Mate-me sem amor,
Não sou um cara legal.
Mate-me sem rancor,
Eu não te devo um real.
Esqueça-me sem pudor,
É meu pedido final.

Enterre meu corpo na cova mais funda
Escreva na tumba uma frase banal
Aqui jaz um homem honesto e leal
Não quero nem reza, nem choro nem vela
Conte por aí que eu fui viajar
Depois por favor só me esqueça, me esqueça.


©Copyright 2009 Todos os direitos reservados

sábado, 23 de maio de 2009

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Com que roupa

Zenti, a resposta final do leonardo foi muito engraçada, ai fui obrigado a criar esta postagem cretina sobre as roupas...

D. Scopel:
Roupas. Aí, como vai ser... pensaram em alguma coisa? surf, punk, social, ou gaudério... moleton não heim!

Tia Neura:
kkkkk podecre seria beeeeeeeem engraçado gostaria de ir de mendigo :)
poderia ser tbem capas ou pijamas, capas com tocas tipo q q usaste no xou ewm joinville kkk

D. Scopel:
Mascaras também...kkkk Pode crer, mas acho que vou com uma camisa colorida - tipo bem colorida mesmo... visual detetive particular de filme na praia...iça!!! pior é tocar de cueca com a tampa da privada no pescoço...hehehe, mas isso ia ser plágio, John Lennon já fez isso antes de entrar pros Beatles...

Tia Neura:
pois é cara gostaria de tocar de mascara... kkkk mas podiamos ir com umas roupas muito loucas mesmoacho q devo ter algovamos ver

Fabiano:
Quando a vestimenta, o panejamento, o guarda-roupa, enfim, a aparência sobre a epiderme, vamos procurar dar uma certa unidade pra banda procurando um visual roqueiro. Nada de moletom, camiseta regata, saiote, pijama, saia baloné, top, tomara que caia e símiles. Fui!

L. Manzoni:
Buenas Cambada!!!
Só por curiosidade Fabiano, o que é visual roqueiro?
a) Jeans, camisa xadrez e tênis (grunge rock)
b) Blusinha top e calça leg ambos de lycra grudada e tênis ou botinha - tudo coberto de tachinhas (Iron Maiden, e Heavys em geral)
c) Terno justo, gravata tirinha e bota de bico fino - tudo de griffe (Beatles e Stones primeira fase)d) Blazer curtinho sem camisa por baixo, calça boca de sino azul-marinho cravejado de lantejoulas, e salto plataforma (Led, Purple e Hard rock em geral)
e) Roupa de mulher e maquiagem pesada (T-rex, David Bowie e Queen) Sei lá....

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Apresentaçãozinha da banda

Vamos tocar dia 20/05 no Sarau Boca de Cena, no Centro de Eventos da UFSC, às 19:30 hs.
Depois posto algumas imagens. ;)

Nosso Livro!!

Lançamento do livro da banda, com todas as letras e poemas.
Apenas R$ 15,00. :)
Basta solicitar pelo email tianeura@gmail.com
FORESTI, Fabricio. Letras e poemas desclassificados. Florianópolis: Edição do Autor, 2009. 85 p.

domingo, 29 de março de 2009

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Coração: fica bem

Deus, estou tão triste,
Ando chorando tanto...
Mas sem música não consigo chorar.
Preciso de trilha sonora para penar.

Será que meu sentimento é verdadeiro?
E a minha tristeza, como veio?
Pode ser que seja banal,
Mas minh'alma insiste que ele é todo o mal...

Preciso suplantar estes sentimentos
Deixar de lado meus tormentos,
Já disse para a minh'alma:

Metade da culpa é minha,
A outra metade eu não sei.
Coração, fica bem...

f. foresti 20/01/2009

sábado, 13 de dezembro de 2008

Saia do meu inconsciente - letra

Saia do meu inconsciente,
Não quero mais pensar em você,
Não quero mais fazer associações,
Não quero mais bater por você.

Saia do meu fato presente,
Me deixe descobrir quem eu sou,
Não quero parecer com ninguém,
Não quero mais brigar por você.



Composição: f. foresti fabiano foresti
Arranjo: l. manzoni/fabiano foresti/daniel scopel/f. foresti
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O lugar da leitura e do leitor

CERTEAU, Michel de. Ler: uma operação de caça. In: ______ . A invenção do cotidiano: artes de fazer. 6. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2001. cap. XII, p. 259-273.

Com efeito, a leitura não tem lugar: Barthes lê Proust no texto de Stendhal; o telespectador lê a paisagem de sua infância na reportagem da atualidade [...] O mesmo se dá com o leitor: seu lugar não é aqui ou , um ou outro, mas nem um nem outro, simultaneamente dentro e fora, perdendo tanto um como o outro misturando-os, associando textos adormecidos mas que ele desperta e habita, não sendo nunca o seu proprietário. Assim, escapa também à lei de cada texto em particular, como à do meio social. p. 270

Sobre a credibilidade

CERTEAU, Michel de. A economia escriturística. In: ______ . A invenção do cotidiano: artes de fazer. 6. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2001. cap. X, p. 221-246.


Uma credibilidade do discurso é em primeiro lugar aquilo que faz os crentes se moverem. Ela produz praticantes. Fazer crer é fazer fazer. Mas por curiosa circularidade a capacidade de fazer se mover – de escrever e maquinar os corpos – é precisamente o que faz crer. p. 241

A douta ignorância

CERTEAU, Michel de. Foucault e Bordieu. In: ______ . A invenção do cotidiano: artes de fazer. 6. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2001. cap. IV, p. 111-130.

O uso do termo "estratégia" é [...] limitado. [...] Bordieu repete ao mesmo tempo que não se trata de estratégias propriamente falando: não há escolhas entre diversos possíveis, portanto "intenção estratégica"., [...] Não há previsão mas apenas um "mundo presumido" como a repetição do passado. Em suma, "como os indivíduos não sabem, propriamente falando, o que fazem, o que fazem tem mais sentido do que sabem". "Douta ignorância", portanto, habilidade que se desconhece. p. 124 (BORDIEU, 1970 apud CERTEAU, 2001, p. 124)