domingo, 31 de agosto de 2008
Um retrato não te retrata
“Quem sou não sei, quer pense, quer só sinta.
Mas se te veja há consolação.
Pode ser que a tua imagem também minta,
Mas sossega com têla, o coração.”
Fernando Pessoa
Toda gente gosta de fotos
Porque as fotos
Não retratam elas (2x)
Pode ser que a tua imagem também minta!
Uma foto não te retrata
As imagens disfarçam,
As imagens mentem
Em um mundo que é
Todo das imagens
(refrão)
É preciso criar imagens
De um mundo melhor,
Mais bonito, mais bonito
É preciso retratar-se!
Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni/fabiano foresti/daniel scopel/f. foresti
©Copyright 2007 Todos os direitos reservados
Felicidade à venda
Um dia na cidade
Coisas pra se ver
Minha felicidade
Eu vou ter, eu vou ter
Não está tão caro
Está na liquidação
Minha felicidade
Em promoção
Turboconsumidor
Hipermercadoria
Minha felicidade
Na galeria
(refrão)
Tudo está lá
Tudo tem preço, eu sei
Até o amor da minha mulher eu comprei
Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni/fabiano foresti/daniel scopel/f. foresti
©Copyright 2007 Todos os direitos reservados
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Novas músicas disponíveis
Você tem foto no Orkut? Então ouça a música do retrato! :=
Você acredita naquele slogan das lojas mais apelativas: "Vem ser feliz!" Então ouça felicidade à venda.
Estas foram mensagens muito importantes que recebi do nosso amigo do espaço, sim, ele está mais inspirado do que nunca, ele vê muitas desgraças em nosso planeta e isto lhe dá material de sobra. Sim, ele é um poeta extraterreno. Quem bom que a poesia vai longe, sem ela a vida não seria nada.
f. foresti
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
A abdução


E depois descansamos ao lado deste latão...

Blanka e os Desclassificados
domingo, 17 de agosto de 2008
Mais um desclassificado
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Gênese da banda
No outono de 2006 o bibliotecário F. Foresti empreendia uma caminhada solitária pela praia do Moçambique, leste da ilha de Santa Catarina, ao crepúsculo, no romper da noite. Carregava consigo uma mochila e seu violão. A lua se fazia cheia e uma tênue neblina formava-se pelo mar. A praia, tipicamente deserta nesta época do ano, desaparecia no horizonte fazendo-se infinita. Ouviam-se tão só os sons da natureza. Moçambique era toda dele como o primeiro descobridor. Já não se via mais o sol no horizonte quando surgiu no céu límpido uma luz muito brilhante que se deslocava em sua direção. Cada vez mais intensa na medida em que se aproximava, a luz cegava e desnorteava Fabrício. Quando num átimo a luz voejante se encontrou com ele a intensidade do choque deixou-o inconsciente e daí por diante de nada Fabrício se recorda até o momento em que despertou, ainda nauseabundo, em uma espécie de laboratório muito diferente de tudo o que ele já havia visto, mesmo em filmes de ficção científica. Neste momento, encontrava-se ele deitado nu e completamente imóvel, embora não estivesse preso. Não podia de forma alguma se movimentar e tudo o que era capaz de realizar por vontade própria era o movimento dos olhos e o vagar dos seus pensamentos. Ali Fabrício presenciou uma série de testes muito estranhos aos quais ele foi submetido por quatro seres, um deles na forma de lagarto. Os seres pareciam se comunicar pelo pensamento e quando queriam se comunicar com ele transmitiam a mensagem telepaticamente de forma que Fabrício compreendia perfeitamente o que eles “diziam” como que transmitida em português, embora não a fosse. Os testes eram operados somente com a força de seu pensamento. Assim, estranhas imagens surgiam no ar como projeção de uma realidade virtual sobre seus olhos e a ele era imposta a condição de escolha ou negação, desejo ou repulsa, dor ou prazer. Ao fim do teste, depois de um tempo que ele descreve como sendo várias horas, e que na verdade ele veio a notar que no tempo cronológico da Terra foram apenas alguns minutos, Fabrício foi deslocado para outro ambiente após enviarem uma mensagem telepática para ele em que diziam de forma clara e seca: “Você foi desclassificado.” Nesta outra sala Fabrício se encontrava na presença de um destes seres que trazia com ele sua mochila e seu violão. Enquanto Fabrício permanecia imóvel a observar seus movimentos o estranho ser manuseava com tatear de curiosidade o instrumento musical. Após alguns segundos já o fazia de forma bastante habilidosa como se houvesse praticado durante anos luz. E então, ali mesmo, por meio de uma conexão telepática, Fabrício e o ser que se identificou como Iliúcha, compuseram diversas músicas juntos. O ser parecia livre de sua seriedade e secura habitual parecendo contagiado pela música. Após um chamado enérgico vindo de algum lugar externo a sala, o ser abandonou repentinamente o instrumento prometendo, porém, comunicar-se com ele novamente para dar continuidade as composições. Novamente, Fabrício entrou em estado de inconsciência e quando despertou estava no mesmo ponto em que foi abduzido momentos antes, na praia do Moçambique. Atordoado, retornou para a sua casa sem saber ao certo o que havia se passado e com uma série de músicas na cabeça. A partir daí, após algum tempo, Fabrício convidou seu irmão Fabiano que então tocava bateria e o amigo Leonardo, baixista, para formarem uma banda capaz de executar essas músicas e outras que até hoje ele compõe telepaticamente com aquele estranho ser.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Nada de Emoções - Letra
[Fernando Pessoa, Diagnóstico]
Nada de emoções: Cautela!
Nada de emoções: Cautela!
Nada de emoções: Cautela!
Nada de emoções: Cautela!
Cautela!
Cautela!
Cautela!
Cautela!
Pode alguém chegar à vidraça
Pode alguém chegar (2x)
* música inspirada na poesia Diagnóstico de Fernando Pessoa
Composição e arranjo: F. Foresti
quarta-feira, 5 de março de 2008
Coleira de Prata II
Tirem-me a coleira de prata
Cuidado com a menina que mata
E ela vem segurando uma faca
Agora não me importo que parta
Tirem-me a coleira de prata
Pensamento abismal que me mata
Que vem chegando batendo lata
Prefiro esquecer com cachaça
(refrão)
Eu não sou cachorro
Mas cuidado que eu mordo
Nem vem que eu nao corro
Nem peço socorro
Tirem-me a coleira de prata
Agora não brinco mais de casa
Quero voltar correndo pro nada
Beber um trago com os camaradas
Tirem-me a coleira de prata
Se ela pensou que fosse amada
Estava totalmente enganada
Era só uma menina mimada
(refrão)
Eu não sou cachorro
Não vivo não morro
Não brinca com fogo
Cuidado que eu mordo
Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni/fabiano foresti/daniel scopel/f. foresti
©Copyright 2007 Todos os direitos reservados
Sensações Inúteis - Letra
"Cuidado com a sensação!
Muitas vezes é dos outros,
E muitas vezes é nossa
Só pelo acidente estonteado de a sentirmos..."
Fernando Pessoa
Intro
Inúteis sensações,
Sensações inúteis, sensações inúteis,
Inúteis emoções,
Emoções inúteis, emoções inúteis.
Inúteis sentimentos,
Que se deixem levar pelo vento,
Inúteis pensamentos,
Que caiam no esquecimento,
Que caiam no esquecimento,
Que caiam no esquecimento,
Que caiam no esquecimento.
Inúteis corações,
Corações inúteis, corações inúteis,
Inúteis expressões,
Expressões inúteis, expressões inúteis.
Inúteis sentimentos,
Que se deixem levar pelo vento,
Inúteis pensamentos,
Que caiam no esquecimento,
Que caiam no esquecimento,
Que caiam no esquecimento,
Que caiam no esquecimento.
* música inspirada na obra de Fernando Pessoa
Composição: F. Foresti
©Copyright 2007 Todos os direitos reservados
Monotonia de Mim
Fernando Pessoa
O dia sem graça
A manhã me maça
A tarde é tão chata
A noite não passa ah..
(refrão)
A monotonia de mim
Monotonia de mim
Monotonia de mim
O trabalho sem graça
O chefe me maça
O dia me mata
E o salário não passa
(repete refrão)
O meses sem graça
As semanas não passam
O dias me matam
E as noites me maçam
*música inspirada na obra de Fernando Pessoa
Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni/fabiano foresti/daniel scopel/f. foresti
©Copyright 2007 Todos os direitos reservados
Melhor Ângulo De Si
O seu melhor ângulo
Cada um sabe qual é
A sua melhor forma
Cada um sabe qual é
O seu melhor perfil.
Cada um sabe muito bem
Cada um sabe muito bem
Cada um sabe muito bem de si
Apenas eu
Apenas eu não sei de mim
Apenas eu
Apenas eu não sei de mim
Não sei onde eu começo
Não sei onde eu termino
Não lembro o que eu era
Nem sei mais o que sou
Alguém pode me dizer
Alguém pode me dizer
No que me transformei
No que me transformei (2x)
Cada um sabe muito bem de si
Apenas eu
Apenas eu não sei de mim (2x)
Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni/fabiano foresti/daniel scopel/f. foresti
©Copyright 2007 Todos os direitos reservados
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Quebra Coração
Quebra, quebra, quebra, quebra, quebra!
Quebra coração de vidro pintado
Quebra de uma vez por todas
Em mil pedaços no chão imundo
Da minha vida perdida
Da minha vida (2x)
Quebra coração farrapo velho
Veste minha existência seus trapos
Abusar, usar cada pedaço
Na minha vida perdida
Na minha vida (2x)
Quebra coração tolo, coração palhaço
Diante da frieza das portas
Quebra corta faca navalha
A minha vida perdida
A minha vida (2x)
Quebra, quebra, quebra, quebra, quebra!
Quebra, quebra, quebra, quebra, quebra!
Quebra coração de vidro pintado
Quebra coração farrapo velho
Quebra coração tolo, coração palhaço
A minha vida perdida
A minha vida (2x)
Quebra, quebra, quebra, quebra, quebra!
Quebra, quebra, quebra, quebra, quebra!
* música inspirada na obra de Fernando Pessoa
Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni/fabiano foresti/daniel scopel/f. foresti
©Copyright 2007 Todos os direitos reservados
Brasil Nunca Mais
[...] a tortura no Brasil passou, com o Regime Militar, à condição de “método científico”, incluído em currículos de formação de militares. O ensino [...] não era meramente teórico. Era prático, com pessoas realmente torturadas, servindo de cobaias neste macabro aprendizado. Sabe-se que um dos primeiros a introduzir tal pragmatismo no Brasil, foi o policial norte-americano Dan Mitrione, posteriormente transferido para Montevidéu, onde acabou sequestrado e morto. Quando instrutor em Belo Horizonte, nos primeiros anos do Regime Militar, ele utilizou mendigos recolhidos nas ruas para adestrar a polícia local. (BRASIL NUNCA MAIS, 1986, p. 32)
Choque elétrico!
Nem grávida escapa
(refrão)
É no bico do seio
Choque elétrico!
Pimentinha
(repete refrão)
Geladeira
Na Véspera de Não Partir Nunca
"Dormita, alma, dormita!
Aproveita, dormita!
Dormita!
É pouco o tempo que tens! Dormita.
É a véspera de não partir nunca!"
Fernando Pessoa
Na véspera de não partir nunca
Arrumar as malas
Na véspera de não partir nunca
Despedir-se dos amigos
Na véspera de não partir nunca
Adeus à família
Na véspera de não partir nunca
Adeus à minha terra!
Calma coração, calma:
É a véspera de não partir nunca
Ahhhhhhhhhh!
Na véspera de não partir nunca
Guardar os livros
Na véspera de não partir nunca
Recolher os retratos
Na véspera de não partir nunca
Calçar os sapatos
Na véspera de não partir nunca
Cuspir naquele prato!
Calma coração, calma:
É a véspera de não partir nunca
Ahhhhhhhhhh!
*música inspirada na obra de Fernando Pessoa
Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni/fabiano foresti/daniel scopel/f. foresti
©Copyright 2007 Todos os direitos reservados
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Proteção
Proteção, eu preciso de proteção.
Proteção, eu preciso de proteção.
Proteção, eu preciso de proteção.
(Refrão)
Será que alguma coisa vai me proteger?
Será que alguma coisa vai me proteger?
Será que alguma coisa vai me proteger?..
Será que alguma coisa vai...
Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni, fabiano foresti, daniel scopel, f. foresti
©Copyright 2007 Todos os direitos reservados
Escutei o som
Eu ouvi o som, eu ouvi o som,
Eu ouvi o som, eu ouvi o som,
Eu ouvi o som, eu ouvi o som, (2x)
(refrão)
Eu ouvi o som que Deus criou,
Eu ouvi o som era o meu amor.
Eu ouvi o som e me apaixonei,
Eu ouvi o som e aumentei...
e aumentei o som, e aumentei o som,
e aumentei o som, e aumentei o som.
Eu ouvi o som, eu ouvi o som,
Eu ouvi o som, eu ouvi o som.
Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni, fabiano foresti, daniel scopel, f. foresti
©Copyright 2007 Todos os direitos reservados
Bêbado de Tanto Sentir
"Bêbado de me sentir, vagueio e ando certo. [...]
E por detrás de isso, céu meu, constelo-me às escondidas e tenho o meu infinito"
Fernando Pessoa
Eu estou bêbado de tanto sentir,
Bêbado de tanto sentir. (4x)
Minhas sensações, minhas sensações.
Eu sinto tanto, eu sinto tanto frio.
Eu sinto tanto, eu sinto tanto frio.
Cheio de mim, cheio de mim, cheio de mim
mesmo. (4x)
Eu estou bêbado e quero fugir,
Bêbado e quero fugir (4x)
Minhas sensações, minhas sensações.
Eu sinto tanto, eu sinto tanto frio.
Eu sinto tanto, eu sinto tanto frio.
Cheio de mim, cheio de mim, cheio de mim mesmo. (4x)
*Letra inspirada na obra de Fernando Pessoa
Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni, fabiano foresti, daniel scopel, f. foresti
©Copyright 2007 Todos os direitos reservados
Naquele Local
Naquele local, eu vi nascer.
Naquele local tinha um quadro,
De Cristo crucificado. (2x)
Também tinha o quadro de um negro,
Tentando agarrar o sol. (2x)
Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni, fabiano foresti, daniel scopel, f. foresti
©Copyright 2007 Todos os direitos reservados
Me Deixem Respirar
Me deixem respirar,
Me deixem respirar,
Me deixe, me deixe, me deixe. (2x)
(Refrão)
Me deixe,
Me deixe, me deixe, me deixe.
Eu to sufocando, eu to sufocando,
Me deixe, me deixe, me deixe.
Eu to te falando, que to sufocando,
Me deixe, me deixe, me deixe.
Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni, fabiano foresti, daniel scopel, f. foresti
©Copyright 2007 Todos os direitos reservados
Não Me Mace Com a Verdade
"Não: não quero nada.
Já disse que não quero nada. [...]
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica! [...]
Se têm a verdade, guardem-na! [...]
Não me macem, por amor de Deus!"
Álvaro de Campos, Lisbon revisited
Intro Am G
Ei você, não me mace com a verdade
Ei você, não me mace com a verdade
Ei você, não me mace com a verdade
Ei você, não me mace com a verdade
Prefiro o sonho, prefiro a ilusão
Prefiro o sonho, prefiro a ilusão
Prefiro o sonho, prefiro a ilusão
Prefiro o sonho, prefiro a ilusão
Não me mate em vida
Não me mate em vida
Não me mate em vida
Não me mate em vida
Letra inspirada na obra de Fernando Pessoa
Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni, fabiano foresti, daniel scopel, f. foresti
©Copyright 2007 Todos os direitos reservados
Coleira de Prata
“Tirem-me a coleira de prata
com que fui cão do Destino"
Fernando Pessoa
Tirem-me a coleira de prata
Tirem-me a coleira de prata
Tirem-me a coleira de prata
Tirem-me a coleira de prata (2x)
Eu não sou cachorro
Eu não sou cachorro
Eu não sou cachorro
Eu não sou cachorro
“Não! Só quero a liberdade!
Amor, glória, dinheiro são prisões.
Onde quero dormir? No quintal!
Eu e o universo.
Dêem-me a liberdade
Quero ser igual a mim mesmo,
Não me capem com ideais,
Não me matem em vida”
Fernando Pessoa
*Letra inspirada na obra de Fernando Pessoa
Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni, fabiano foresti, daniel scopel, f. foresti
©Copyright 2007 Todos os direitos reservados
Grande Dose
Que grande dose seria,
Que grande dose seria,
Que grande dose seria,
Se eu tomasse, na sua companhia (2x)
Uma dose de quê?
Uma dose de quê?
Uma dose de quê?
Uma dose de quê?
Que overdose seria,
Que overdose seria,
Que overdose seria,
Se eu tomasse, na sua companhia (2x)
Overdose de quê?
Overdose de quê?
Overdose de quê?
Overdose de quê?
Que paranóia seria,
Que paranóia seria,
Que paranóia seria,
Se eu ficasse, na sua companhia (2x)
Paranóia de você
Paranóia de você
Paranóia de você
Paranóia de você
Composição: f. foresti
Arranjo: l. manzoni, fabiano foresti, daniel scopel, f. foresti
©Copyright 2007 Todos os direitos reservados


