quinta-feira, 23 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Udesc inicia comemorações dos 50 anos da Faed
Sessão na Alesc acontece nesta terça-feira e Solenidade do Jubileu de Ouro será na quarta-feira no Teatro Álvaro de Carvalho
A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) inicia nesta terça-feira, 7, as comemorações do Jubileu de Ouro do Centro de Ciências Humanas e da Educação (Faed). Uma sessão especial na Assembleia Legislativa (Alesc) abre oficialmente a programação do Jubileu de Ouro da Faed. A sessão especial comemorativa foi proposta pelo presidente da Alesc, deputado Joares Ponticelli, e será realizada às 19h no Plenário Deputado Osni Régis.Na quarta-feira, 8 de maio, dia em que a Faed completa 50 anos de fundação, será realizada a Solenidade do Jubileu de Ouro. A cerimônia acontece às 19h no Teatro Álvaro de Carvalho em Florianópolis, e contará com homenagens aos reitores da Udesc oriundos do Centro, diretores gerais, docentes, técnicos administrativos, aposentados, egressos e acadêmicos. Após a cerimônia haverá uma confraternização no Museu da Escola Catarinense, prédio que abrigou a Faed até 2007.
"A comemoração do Jubileu de Ouro é um momento especial na trajetória da Faed, Centro que deu origem à Udesc. Por meio de ações de ensino, pesquisa e extensão, com um corpo docente qualificado e um excelente quadro de técnicos universitários, hoje somos destaque na educação superior catarinense e nacional", ressalta o diretor geral da Faed, professor Emerson Campos.
A programação da Semana do Jubileu continua nos dias 9 e 10 de maio com apresentações culturais, música, teatro, dança e grafite no térreo da Faed. "Todas as atividades comemorativas ao Jubileu de Ouro da Faed são abertas à participação de toda a comunidade", salienta o diretor de Extensão, Cultura e Comunidade da Faed, professor Fábio Napoleão.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Agenda
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
Do que se pode aprender de uma rua estreita
Não é ao engenheiro urbanista que a rua estreita indaga aquilo que dela se pode aprender. Não, não é. A razão do engenheiro se impõe em vias asfálticas largas e segmentadas. Mas a rua estreita é tortuosa e sinuosa e não comporta segmentação alguma. É um espaço de todos e para todos, pessoas e meios.
A rua estreita, sem calçada para pedestres, tampouco via de ciclistas, irregular por ser projeto de contingência, tem aqui o nome de servidão. Não haveria nome mais apropriado ao seu caráter de estado de servo. Também servidão significa espaço privado servido ao bem público para lugar de passagem. Criado, em geral, por conta da demanda por lotes, para servir aos clientes do loteador.
Do que se pode afinal – indaga o leitor impaciente – aprender de uma rua estreita? Ora, a servidão indaga ao passante primeiramente que carros, cavalos, bicicletas, carroças, skates e pessoas têm o mesmo direito sobre o mesmo espaço. Não existe segmentação alguma, de modo que nada se exclui ou é negado para a servidão. Este é o primeiro ensinamento que ela nos oferece. Acaso minto em dizer que uma rua racional, segmentada, ordenada, necessariamente exclui do seu uso os meios que não obedecem ao ordenamento da segmentação?
Outro saber da servidão é este sutil paralelo com a vida: esta como aquela se modela servindo a um projeto ao mesmo tempo em que se obriga a definir a forma última diante da contingência. Um último conhecimento recolhido das indagações da servidão – Sim! Pois ela que me indagou todo esse conhecimento. – é o do respeito. A servidão ensina ao passante ceder ao outro a passagem antes que esse o faça. "Quem é capaz de tamanha humildade?" Indaga a servidão.
A cruz de sousa
05/01/2013
mais A Cruz de Souza no site: http://www.baresdaufsc.com/artigos/
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Grande celebração de encerramento do semestre e do Mundo !
domingo, 2 de dezembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
O mundo é o nosso lar
domingo, 18 de novembro de 2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
sábado, 3 de novembro de 2012
Lançamento do nosso livro de poesias
HOMEM DA RUA
(fabiano foresti)
Por onde andas?
Quais são as ruas onde moras?
Não te adiantes em dizer.
A tua morada é também itinerante.
Habitas teu próprio ser.
Moras dentro de teu corpo errante.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Chega de escrever
Ouvindo música em meio ao redemoinho,
Preciso escrever uma poesia para ficar bem.
Preciso comunicar-me comigo mesmo devagarinho,
Ouvir todas as mensagens que a minh'alma tem.
Ela quer mostrar-me, oferecer,
Todas as possibilidades anímicas que existem,
E meus olhos cegos insistem em não ver,
Só para sentir como as almas mentem.
Diz-me que a vida pode ser outra, impensável aventura,
Que conheceria sensações diferentes, de entorpecer,
Pensamentos enlevados surgiriam por ventura...
Afasto-me do objeto que me ausculta: chega de ouvir música,
Chega de ouvir a minh'alma, chega de escrever.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Nem arte, nem loucura
"O verbo surtar ganhou status e glamour. Hoje em dia todos surtam. É a moda"
Entre as balelas inventadas pela modernidade, uma foi estabelecer nexo entre arte e loucura, como se o artista fosse necessariamente um alucinado. Diz-se comumente que "de artista e de louco todo mundo tem um pouco". O verbo surtar, do jargão psiquiátrico – que significa a perda de controle sobre si mesmo, a entrada num estado paranoide ou delirante com todas as dores próprias da alucinação –, ganhou status e glamour. Hoje em dia todos surtam. É a moda. Até o Houaiss já registrou o significado mais ou menos brando do verbo surtar, colocando-o no campo das neuroses, dos problemas psicológicos. Ninguém se assuste ao ouvir esse neologismo nas filas de banco, no supermercado e na novela das seis horas.
A sociedade apropriou-se da loucura como um bem descartável, banindo o que havia de sagrado e maldito nesse estado alterado de consciência. Empanturrou-se de drogas, de medicamentos, de álcool e fumo. E também de psicanálise. Na derrapada, confundiu o estado de transe criador com o delírio esquizofrênico, o jejum da ascese com a anorexia nervosa, a náusea existencialista com a bulimia das modelos de passarelas. A fantasia de que os artistas são seres fragmentados é própria de uma sociedade com rupturas.
Os poetas buscaram o absoluto, um fluxo permanente de criação a custo de trabalho e sofrimento. Nietzsche não escreveu delirando, Schumann não compunha em surto psicótico, nem Van Gogh pintava quando estava alterado. Os Upanishads, textos sagrados do povo indiano, definem o vazio que antecede o ato criador como um instante de comunhão com o ser: "O mais alto estado se alcança quando os cinco instrumentos do conhecer permanecem quietos e juntos na mente, e esta não se move." Êxtase, iluminação, revelação ou inspiração, qualquer nome que se queira dar a esse estado, não corresponde à loucura. Ao contrário, é puro saber. O poeta inglês Wordsworth escreveu que "a poesia é emoção relembrada em tranquilidade." O mesmo pensou Freud quando afirmou que no ato criador há um fluxo de ideias e imagens que jorram do inconsciente, mas são polidas pelo consciente.
Na era moderna, o artista desprezou a natureza coletiva da criação, assumindo um exacerbado individualismo. Atribuiu a si próprio a única responsabilidade por sua arte e nomeou-se "criador", epíteto antes usado apenas para designar os deuses. A autoria virou a marca do nosso tempo.
Os pintores zen-budistas não assinavam suas aquarelas porque acreditavam que elas só adquiriam existência ao serem contempladas. Qualquer pessoa que a olhasse se tornava o autor, pois a reinventava a partir daquele instante de contemplação, conceito filosófico vago para a nossa mente ocidental monoteísta, que atribui a criação do mundo a um Ser único. A modernidade buscou assinaturas onde elas não existiam, em trabalhos reconhecidamente coletivos, de mestres e discípulos. Os afrescos italianos pintados por confrarias de artesãos tornaram-se obras exclusivas de Giotto, Duccio, ou Pisanello. Apagaram-se os nomes dos pintores especialistas em mãos, pés, olhos, douramentos, pregas de mantos, molduras, que trabalharam em paredes de igrejas e palácios, acreditando que bem melhor do que sonhar uma obra de arte é realizá-la. Buscou-se a assinatura do criador único, por mais oculta que ela se encontrasse, sob camadas de tinta.
Entre as nações tribais, bastava que um membro se desgarrasse dos costumes para ser punido com a expulsão ou a morte. A mitologia está repleta de heróis que padeceram na luta pela individuação. Quando uma sociedade se confronta com um artista, ela tanto pode aliená-lo de sua coletividade, como elegê-lo seu representante. Ao mesmo tempo em que ela cobra dele que rompa com as regras, transgredindo, extrapolando, derrubando muros, pune-o por essas transgressões. Surge a figura moderna do artista neurótico, perplexo e fragilizado, que não distingue o eterno do descartável, porque também não lhe interessa essa distinção. Tudo é consumido numa velocidade alucinante. O novo envelhece em poucas horas, criam-se novos simulacros, as prateleiras são repostas. O artista se transforma em fabricante de escândalos, em alucinado. Confunde-se arte e produto, poesia e escracho, êxtase e exposição da imagem. E o atributo de loucura serve apenas à ambígua função de justificar o artista ou execrá-lo.
Ronaldo Correia de Brito é escritor, dramaturgo e médico. Autor de Galileia, Faca e Livro dos Homens
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Alma cria
Gatas Extraordinárias - Cássia Eller
O amor me pegou
E eu não descanso enquanto não pegar
Aquela criatura
Saiu na noite à procura
O batidão do meu coração na pista escura
Se pego, ui...
Me entrego e fui
Será que ela quererá
Será que ela quer
Será que meu sonho influi
Será que meu plano é bom
Será que é no tom
Será que ele se conclui
E as gatas extraordinárias que
Andam nos meios onde ela flui
Será que ela evolui
Será que ela evolui
E se ela evoluir, será que isso me inclui
Tenho que pegar, tenho que pegar
Tenho que pegar essa criatura
Tenho que pegar, tenho que pegar
Tenho que pegar
http://letras.mus.br/cassia-eller/12569/
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Estais ouvindo o alarido que fazem esses livros?
(Anatole France, "As sete mulheres de Barba Azul")
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Escrever para morrer
Para esquecer os gestos mesquinhos,
Toda a estupidez e falta de carinho
Que meu coração lhe deu.
Escrevo para esquecer quem sou
E para esquecer outro alguém.
Para lembrar das boas ações
Que eu fiz pra ninguém.
Escrevo pois quero morrer
Com calma, de mansinho,
Com as mãos de um demônio -
Feio, mal e pequenino -
Nas minhas mãos,
Conduzindo-me devagarinho.
f. foresti























