sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Hunter Thompson

Por Maria Confort

A gente liga a TV na globo num fim de domingo, e o fantástico nos recebe com um especial sobre a chacina em Realengo. A morte das 15 crianças pelas mãos de um ex aluno do colégio onde elas estudavam vira manchete de milhares de jornais, e pauta para a Ana Maria Braga no programa Mais você. Numa época em que o jornalismo de massa se tornou mesquinha e superficial, culpando o video-game e a religião ao analisar uma crise psicológica e um problema social muito mais profundo, é bom lembrar que já existiu gente fazendo jornalismo de um jeito bem diferente.

Hunter Thompson

 

Hunter Thompson. Não sei se vocês já ouviram esse nome, mas se não, é hora de procurar seus textos e conhecer melhor tudo o que ele já escreveu.

Brevemente, Thompson foi um jornalista norte americano dos anos 60/70, e assinava textos da recém-nascida rolling stone. Foi um escritor muito porra louca, um dos mais inteligentes da geração dele e, quiçá, dos últimos tempos. O cara era doido, mas era uma loucura controlada que fazia jus ao mundo no qual ele vivia.

Ele escreve bem do jeito que eu gosto, seus textos são, acima de tudo, reais e tocam na ferida (mesmo quando Thompson escrevia linhas e linhas da mais pura mentira, estilo que mais tarde se tornou uma das principais características do Jornalismo Gonzo). Na época que os norte americanos estavam desiludidos com o sonho americano, quando a política era uma vergonha (era?!) e a contra cultura dava seus primeiros passos, Thompson resolveu fazer uma viagem-reportagem pelo deserto à caminho de Las Vegas, em busca desse "american dream" pedido ha tempos.

A maioria das pessoas que conhecem o escritor (tipo eu) o conhecem graças ao filme "Medo e Delírio em Las Vegas", com Johnny Depp no papel de Thompson e Benicio Del Toro como um advogado também porra louca, amigo e companheiro de Hunter Thompson na sua viagem pelo interior dos EUA. O filme foi baseado no livro-reportagem homônimo, escrito por Thompson.

Além de "medo em delírio em las vegas", um livro recheado de drogas e metáforas para representar a situação dos Estados Unidos na época, Thompson escreveu outros livos, o de maior repercussão foi "Hell´s Angels – Medo e Delírio Sobre Duas Rodas", no livro ele seguia a vida de uma gangue de motoqueiros bem conhecida na época. Ela apavorava todo o País, mas Thompson admirava todo movimento contrário ao ideal norte americano e, claro, resolveu decifrar o que vivia por baixo daquelas rodas.
Em resumo, sua surpresa não foi boa. Thompson presenciou festas onde os membros da gangue estupravam jovens e viajavam por longas horas sobre o efeito de drogas ainda pouco conhecidas.

Através de suas matérias loucas para a rolling stone, Hunter Thompson criou uma nova forma de fazer jornalismo, o "jornalismo gonzo", fingindo ser desprentencioso, mas sempre abordando temas importantes para a sociedade de uma forma debochada e, como eu já disse, preocupada em pisar no calo e meter o dedo na ferida. Thompson chegou a espalhar um boato através de seus textos na Rolling Stone, dizendo que um cantidado a presidência dos Estados Unidos era viciado em uma droga brasileira chama Ibogaína. Depois, ele se defendeu dizendo que só brincou com a história, e a própria população foi a responsável por estimular os rumores (Haha, you joker).

Thompson chegou a se candidatar como xerife de uma pequena cidade chamada Aspen, mas perdeu as eleições por pouco. Ele pretendia legalizar a maconha, alegando que existem problemas maiores no mundo para o governo se preocupar.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Recomendo


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A HISTÓRIA DA MIRIAM LEITAO NA DITADURA



"Eu sozinha e nua. Eu e a cobra. Eu e o medo" | Depoimento de Míriam Leitão 20/08/2014

Observatório da Imprensa

Eu morava numa favela de Vitória, o Morro da Fonte Grande. Num domingo, 3 de dezembro de 1972, eu e meu companheiro na época, Marcelo Netto, estudante de Medicina, acordamos cedo para ir à praia do Canto, próxima ao centro da capital. Acordei para ir à praia e acabei presa na Prainha. É o bairro que abriga o Forte de Piratininga, essa construção bonita do século 17. Ali está instalado o quartel do 38º Batalhão de Infantaria do Exército, do outro lado da baía.

Eu tinha dado quatro plantões seguidos na redação da rádio Espírito Santo e já tinha quase um ano de profissão. Eu vestia uma camisa branca larga, de homem, sobre o biquini vermelho. Caminhando pela Rua Sete em direção à praia, alguém gritou de repente:

– Ei, Marcelo?

Nos viramos e vimos dois homens correndo em nossa direção com armas. Eu reconheci um rosto que vira em frente à Polícia Federal. Meu ônibus sempre passava em frente à sede da PF e eu tentava guardar os rostos.

– É a Polícia Federal – avisei ao Marcelo

Em instantes estávamos cercados. Apareceram mais homens, mais um carro. Voltei a perguntar:

– O que está acontecendo?

Eles nos algemaram e empurraram o Marcelo para o camburão. Era uma camionete Veraneio, sem identificação. Eu tive uma reação curiosa: antes que me empurrassem sentei no chão da calçada e comecei a gritar, a berrar como louca, queria chamar a atenção das pessoas na rua. Mas ainda era cedo, manhã de domingo, havia pouca gente circulando. Achava que quanto mais gente visse aquela cena, mais chances eu teria de sair viva. Como eu berrava, me puxaram pelos cabelos, me agarraram para me colocar no carro. Eu, ainda com aquela coisa de Justiça na cabeça, reclamei:

– Moço, cadê a ordem de prisão?

O homem botou a metralhadora no meu peito e respondeu com outra pergunta:

– Esta serve?

As algemas eram diferentes, eram de plástico, e estavam muito apertadas, doíam no pulso. Viajamos sem capuz, eu e Marcelo, em direção a Vila Velha, onde fica o quartel do Exército. Eu ainda achava que não era nada comigo, que o alvo era o Marcelo. Ele estava no quarto ano de Medicina e tinha acabado de liderar a única greve de estudantes do país daquele ano, que trancou por dois dias as aulas na universidade de Vitória e paralisou os trabalhos no Hospital de Clínicas. Achei que estava presa só porque estava indo à praia com o Marcelo.

A Veraneio entrou no pátio do quartel, o batalhão de infantaria. Nos levaram por um corredor e nos separaram. Marcelo foi viver seu inferno, que durou 13 meses, e eu o meu. Sobre mim jogaram cães pastores babando de raiva. Eles ficavam ainda mais enfurecidos quando os soldados gritavam: "Terrorista, terrorista!". Pareciam treinados para ficar mais bravos quando eram incitados pela palavra maldita. De repente, os soldados que me cercavam começaram a cantar aquela música do Ataulfo Alves: "Amélia não tinha a menor vaidade/ Amélia é que era mulher de verdade". Só então percebi que minha prisão não era um engano. "Amélia" era o codinome que o meu chefe de ala no PCdoB tinha escolhido pra mim: "Você, a partir de agora, vai se chamar Amélia". Quis reagir na hora, afinal não tenho nada de Amélia, mas não quis discordar logo na primeira reunião com o dirigente.

O comandante do batalhão era o coronel Sequeira [tenente-coronel Geraldo Cândido Sequeira, que exerceu o comando do 38º BI entre 10 de março de 1971 a 13 de março de 1973], que fingia que mandava, mas não via nada do que acontecia por lá. O homem que de fato mandava naquele lugar, naquele tempo, era o capitão Guilherme, o único nome que se conhecia dele. Ele era o chefe do S-2, o setor de inteligência do batalhão. Todos os interrogatórios e torturas estavam sob a coordenação dele. Ele pessoalmente nada fazia, mas a ele tudo era comunicado. Nesse primeiro dia me deu um bofetão só porque eu o encarei.

– Nunca mais me olhe assim! – avisou.

Fui levada para uma grande sala vazia, sem móveis, com as janelas cobertas por um plástico preto. Com a luz acesa na sala, vi um pequeno palco elevado, onde me colocaram de pé e me mandaram não recostar na parede. Chegaram três homens à paisana, um com muito cabelo, preto e liso, um outro ruivo e um descendente de japonês. Mandaram eu tirar a roupa. Uma peça a cada cinco minutos. Tirei o chinelo. O de cabelo preto me bateu:

– A roupa! Tire toda a roupa.

Fui tirando, constrangida, cada peça. Quando estava nua, eles mandaram entrar uns 10 soldados na sala. Eu tentava esconder minha nudez com as mãos. O homem de cabelo preto falou:

– Posso dizer a todos eles para irem pra cima de você, menina. E aqui não tem volta. Quando começamos, vamos até o fim.

Os soldados ficaram me olhando e os três homens à paisana gritavam, ameaçando me atacar, um clima de estupro iminente. O tempo nessas horas é relativo, não sei quanto tempo durou essa primeira ameaça. Viriam outras.

Eles saíram e o homem de cabelo preto, que alguém chamou de Dr. Pablo, voltou trazendo uma cobra grande, assustadora, que ele botou no chão da sala, e antes que eu a visse direito apagaram a luz, saíram e me deixaram ali, sozinha com a cobra. Eu não conseguia ver nada, estava tudo escuro, mas sabia que a cobra estava lá. A única coisa que lembrei naquele momento de pavor é que cobra é atraída pelo movimento. Então, fiquei estática, silenciosa, mal respirando, tremendo. Era dezembro, um verão quente em Vitória, mas eu tremia toda. Não era de frio. Era um tremor que vem de dentro. Ainda agora, quando falo nisso, o tremor volta. Tinha medo da cobra que não via, mas que era minha única companhia naquela sala sinistra. A escuridão, o longo tempo de espera, ficar de pé sem recostar em nada, tudo aumentava o sofrimento. Meu corpo doía.

Não sei quanto tempo durou esta agonia. Foram horas. Eu não tinha noção de dia ou noite na sala escurecida pelo plástico preto. E eu ali, sozinha, nua. Só eu e a cobra. Eu e o medo. O medo era ainda maior porque não via nada, mas sabia que a cobra estava ali, por perto. Não sabia se estava se movendo, se estava parada. Eu não ouvia nada, não via nada. Não era possível nem chorar, poderia atrair a cobra. Passei o resto da vida lembrando dessa sala de um quartel do Exército brasileiro. Lembro que quando aqueles três homens voltaram, davam gargalhadas, riam da situação. Eu pensava que era só sadismo. Não sabia que na tortura brasileira havia uma cobra, uma jiboia usada para aterrorizar e que além de tudo tinha o apelido de Míriam. Nem sei se era a mesma. Se era, talvez fosse esse o motivo de tanto riso. Míriam e Míriam, juntas na mesma sala. Essa era a graça, imagino.

Dr. Pablo voltou, depois, com os outros dois, e me encheu de perguntas. As de sempre: o que eu fazia, quem conhecia. Me davam tapas, chutes, puxavam pelo cabelo, bateram com minha cabeça na parede. Eu sangrava na nuca, o sangue molhou meu cabelo. Ninguém tratou de minha ferida , não me deram nenhum alimento naquele dia, exceto um copo de suco de laranja que, com a forte bofetada do capitão Guilherme, eu deixei cair no chão. Não recebi um único telefonema, não vi nenhum advogado, ninguém sabia o que tinha acontecido comigo, eu não sabia se as pessoas tinham ideia do meu desaparecimento. Só três dias após minha prisão é que meu pai recebeu, em Caratinga, um telefonema anônimo de uma mulher dizendo que eu tinha sido presa. Ele procurou muito e só conseguiu me localizar no fim daquele dezembro. Havia outros presos no quartel, mas só ao final de três semanas fui colocada na cela com a outras presas: Angela, Badora, Beth, Magdalena, estudantes, como eu.

Fiquei 48 horas sem comer. Eu entrei no quartel com 50 kg de peso, saí três meses depois pesando 39 kg. Eu cheguei lá com um mês de gravidez, e tinha enormes chances de perder meu bebê. Foi o que médico me disse, quando saí de lá, com quatro meses de gestação. Eu estava deprimida, mal alimentada, tensa, assustada, anêmica, com carência aguda de vitamina D por falta de sol. Nada que uma mulher deve ser para proteger seu bebê na barriga. Se meu filho sobrevivesse, teria sequelas, me disse o médico.

– A má notícia eu já sei, doutor, vou procurar logo um médico que me diga o que fazer para aumentar as chances do meu filho.

Mas isso foi ao sair. Lá dentro achei que não havia chance alguma para nós. Eu era levada de uma sala para outra, numa área administrativa do quartel, onde passava por outras sessões de perguntas, sempre as mesmas, tudo aos gritos, para manter o clima de terror, de intimidação. Na noite seguinte, atravessei a madrugada com uma sessão de interrogatório pesado, o Dr. Pablo e os outros dois berrando, me ameaçando de estupro, dizendo que iam me matar. Um dia achei que iria morrer. Entraram no meio da noite na cela do forte para onde eu fui levada após esses dois dias. Falaram que seria o último passeio e me levaram para um lugar escuro, no pátio do quartel, para simular um fuzilamento. Vi minha sombra refletida na parede branca do forte, a sombra de um corpo mirrado, uma menina de apenas 19 anos. Vi minha sombra projetada cercada de cães e fuzis, e pensei: "Eu sou muito nova para morrer. Quero viver".

Um dia, um outro militar, que não era nenhum daqueles três, botou um revólver na minha cabeça e falou: "Eu posso te matar". E forçou aquele cano frio na minha testa. Me deu um sentimento enorme de solidão, de abandono. Eu me senti absolutamente só no mundo. Pela falta de notícias, imaginava que o Marcelo estava morto. Entendi que iria morrer também e que ninguém saberia da minha morte, pensei. Mas não quis demonstrar medo. Lembro que o homem do revólver tinha olhos azuis. Olhei nos seus olhos e respondi: "Sim, você pode pode me matar". E repeti, falando ainda mais alto, com ar de desafio: "Sim, você pode!"

Um dos interrogatórios foi feito na sala do capitão Guilherme, o S-2 que mandava em todos ali. Era noite, ele não estava, e me interrogaram na sala dele. Lembro dela porque havia na parede um quadro com a imagem do Duque de Caxias. Estava ainda com o biquíni e a camisa, era a única roupa que eu tinha, que me protegia. Nessa noite, na sala, de novo fui desnudada e os homens passaram o tempo todo me alisando, me apalpando, me bolinando, brincando comigo. Um deles me obrigou a deitar com ele no sofá. Não chegaram a consumar nada, mas estavam no limite do estupro, divertindo-se com tudo aquilo.

Eu estava com um mês de gravidez, e disse isso a eles. Não adiantou. Ignoraram a revelação e minha condição de grávida não aliviou minha condição lá dentro. Minha cabeça doía, com a pancada na parede, e o sangue coagulado na nuca incomodava. Eu não podia me lavar, não tinha nem roupa para trocar. Quando pensava em descansar e dormir um pouco, à noite, o lugar onde estava de repente era invadido, aos gritos, com um bando de pastores alemães latindo na minha cara. Não mordiam, mas pareciam que iam me estraçalhar, se escapassem da coleira. E, para enfurecer ainda mais os cães, os soldados gritavam a palavra que enlouquecia a cachorrada: "Terrorista, terrorista!…"

As primeiras três semanas que passei lá foram terríveis. Só melhorou quando o Dr. Pablo e seus dois companheiros foram embora. Entendi então que eles não pertenciam ao quartel de Vila Velha. Tinham vindo do Rio, é o que chegaram a conversar entre eles, em papos casuais: "E aí, quando voltarmos ao Rio, o que a gente vai fazer lá…" Isso fazia sentido, porque o quartel de Vila Velha integra o Comando do I Exército, hoje Comando do Leste, que tem o QG no Rio de Janeiro.

812CID001_mQuando o trio voltou para o Rio, a situação ficou menos ruim. Eles já não tinham mais nada para perguntar. Me tiraram da cela da fortaleza e me levaram para a cela coletiva. Foi melhor. Na cela do forte não havia janelas, a porta era inteiriça e minhas companhias eram apenas as baratas. Fiz uma foto minha, agora em 2011, ao lado da porta.

Até que chegou o dia de assinar a confissão, para dar início ao IPM, o inquérito policial-militar que acontecia lá mesmo, dentro do quartel. Me levaram para a sala do capitão Guilherme, o S-2, e levei um susto. Lá estava o Marcelo, que eu pensava estar morto. Os militares saíram da sala e nos deixaram sozinhos. Quando eu fui falar alguma coisa, o Marcelo me fez um sinal para ficar calada. Ele levantou, foi até a parede e levantou o quadro do Duque de Caxias. Estava cheio de fios e microfones lá atrás. Era tudo grampo.

Depois disso, o Marcelo foi levado para o Regimento Sampaio, na Vila Militar, no Rio de Janeiro, e lá ficou nove meses numa solitária. Sem banho de sol, sem nada para ler, sem ninguém para conversar. Foi colocado lá para enlouquecer. Nove longos e solitários meses… Nós, todos os presos, e os que já estavam soltos nos encontramos mais ou menos em junho na 2ª Auditoria da Aeronáutica, para o que eles chamam de sumário de culpa, o único momento em que o réu fala. Eu com uma barriga de sete meses de gravidez. O processo, que envolvia 28 pessoas, a maioria garotos da nossa idade, nos acusava de tentativa de organizar o PCdoB no estado, de aliciamento de estudantes, de panfletagem e pichações. Ao fim, eu e a maioria fomos absolvidos. O Marcelo foi condenado a um ano de cadeia. Nunca pedi indenização, nem Marcelo. Gostaria de ouvir um pedido de desculpas, porque isso me daria confiança de que meus netos não viverão o que eu vivi. É preciso reconhecer o erro para não repeti-lo. As Forças Armadas nunca reconheceram o que fizeram.

Nunca mais vi o capitão Guilherme, o S-2 que comandou tudo aquilo. Uma vez ele apareceu no Superior Tribunal Militar como assessor de um ministro. Marcelo foi expulso do curso de Medicina, após a prisão, e virou jornalista. Fomos para Brasília em 1977. Por ironia do destino, Marcelo só conseguiu vaga de repórter para cobrir os tribunais. E lá no STM, um dia, ele reviu o capitão Guilherme. Depois disso, não soubemos mais dele. Nem sei se o S-2 ainda está vivo.

O que eu sei é que mantive a promessa que me fiz, naquela noite em que vi minha sombra projetada na parede, antes do fuzilamento simulado. Eu sabia que era muito nova para morrer. Sei que outros presos viveram coisas piores e nem acho minha história importante. Mas foi o meu inferno. Tive sorte comparado a tantos outros.

Sobrevivi e meu filho Vladimir nasceu em agosto forte e saudável, sem qualquer sequela. Ele me deu duas netas, Manuela (3 anos) e Isabel (1). Do meu filho caçula, Matheus, ganhei outros dois netos, Mariana (8) e Daniel (4). Eles são o meu maior patrimônio.

Minha vingança foi sobreviver e vencer. Por meus filhos e netos, ainda aguardo um pedido de desculpas das Forças Armadas. Não cultivo nenhum ódio. Não sinto nada disso. Mas, esse gesto me daria segurança no futuro democrático do país. [Depoimento a Luiz Cláudio Cunha]

***

Luiz Cláudio Cunha é jornalista, autor de Operação Condor – O Sequestro dos Uruguaios: uma reportagem dos tempos da ditadura


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Música nova: Samba de Cristina

https://soundcloud.com/osdesclassificados/samba-de-cristina

Voz: Caio Cezar
Baixo, violão e pandeiro: Luiz Maia
Bateria: Fabiano Foresti
Arranjo: Luiz Maia e Fabricio Foresti
Composição: F. Foresti
Produção: Luiz Maia

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Não curti, mas...

Pois é galera, bora la na campanha

#naocurtimasaindateamo
#naocurtimasvcejoia


A incrível banda dos instrumentos que só enchem linguiça

terça-feira, 20 de maio de 2014

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Gostaria de sumir


Quem come quem?


quarta-feira, 16 de abril de 2014

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Detalhes

Pedro: na hora que ela pego arregalo ozolho
ja arrastei pro quarto, deixei nem ela pensar, tava bebinha, aproveitei vesti a capa comprei JontexGG
aquina farmacia da joaquina
entra na farmacia pra compra capa de deficiente
tem que se deslolocar pra outra comunidade né

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Rock pra vovó

Leonardo: vi uma outra edição
é aquela coisa
rock pra vovó
eu:  boa
Leonardo: rock pra vovó, pra bebê e pra toda família brasileira
eu: kkkkkkkkkkkkkkkk
Leonardo: sem drogas, sexo e violência

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Rock no mangue

Com a presença do ilustre João!!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Todos os peitos coração

Música triste
Quando reggae
Pensamentos pesados
Quando leve
Alegre quando triste
Doente quando são
Louco quando não
Diverso quando um
Coração em todos os peitos e
Todos os peitos coração
f. foresti

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

440Hz – Conspiração contra a mente humana?

A maior parte da música mundial é afinada em 440Hz desde que a International Standards Organization (ISO) aprovou em 1953. As descobertas recentes da vibração – oscilação natural do universo indica que essa afinação contemporânea pode gerar um efeito prejudicial à saúde ou um comportamente anti-social na consciência dos seres humanos.

A=432Hz, conhecido como Lá de Verdi é uma afinação alternativa que é matematicamente consistente com o universo. Músicas baseada em 432Hz transmite energia de cura benéfica, porque é um tom puro de matemática fundamental da natureza.

Há uma teoria que diz que a mudança de 432Hz para 440Hz foi ditada pelo ministro de propaganda nazista, Joseph Goebbels. Ele usou-a para fazer com que as pessoas pensassem e sentissem de uma certa maneira, e para fazê-los prisioneiros de uma certa consciência. Então, por volta de 1940, os Estados Unidos introduziram mundialmente o 440Hz, e finalmente em 1953, tornou-se o padrão pela ISO.

440Hz é o padrão antinatural de afinação, removido da simetria das vibrações sagradas e harmônicos que tem declarado guerra ao subconsciente do homem do ocidental.

Em um manuscrito intitulado "Musical Cult Control" (Controle de culto musical), Dr. Leonard Horowitz escreveu: "A indústria da música tem essa frequência imposta que é "pastorear" populações para uma maior agressividade, agitação psicossocial e sofrimento emocional que predispõe as pessoas as doenças físicas".

Você apenas tem que ir até a rua e olhar ao redor. O que você vê? Criancas da escola, jovens indo para o trabalho, uma mulher com seu bebê na praça, um homem com o seu cachorro – e o que eles tem em comum? IPods e MP3 Players! Engenhoso, não é?

"Se você quer encontrar os segredos do universo, pense em termos de energia, frequência e vibração." – Nikola Tesla

Os poderes que estão com sucesso reduzindo as vibrações, não só das jovens gerações, mas também de todos nós também. Estas frequências destrutivas arrastam os pensamentos para a interrupção, desarmonia e desunião. Além disso, elas também estimulam o orgão controlador do corpo – o cérebro – para a ressonância desarmônica, que em última análise cria a doença e a guerra.

Frequência e vibração detêm um poder extremamente importante, ainda escondido para afetar as nossas vidas. nossa saúde, nossa sociedade e nosso mundo. A ciência da Cymatics (ou seja, o estudo do som visível e vibração) prova que frequência e vibração são as chaves mestras e fundação organizacional para a criação de toda a matéria e da vida neste planeta.

Quando as ondas sonoras se movem através de um meio físico (areia, água, ar, etc), a frequência das ondas tem um efeito direto sobre as estruturas que são criadas pelas ondas sonoras que passam por esse meio particular.

"Se alguém deseja conhecer se o reino é bem governado, se sua moral é boa ou ruim, a qualidade de sua música irá fornecer a resposta" - Confúcio

A música tem um poder oculto para afetar nossas mentes, nossos corpos, nossos pensamentos e nossa sociedade. Quando a música é baseada em um padrão de afinação propositadamente retirados dos harmônicos naturais encontrados na natureza, o resultado final pode ser a intoxicação psíquica da mente em massa da humanidade.

Como o documentário Kymatica diz, a redescoberta do conhecimento da ciência do som mostra que o som é algo mais do que meros sinais vibratórios, não só o som interagi com a vida, mas sustenta-a e desenvolve-a. Ele atua como um canal de intenção consciente entre as pessoas, sociedades e civilizações inteiras.

Fonte: http://www.whydontyoutrythis.com/2013/08/440hz-music-conspiracy-to-detune-good-vibrations-from-natural-432hz.html?m=1

http://trumpetarticles.wordpress.com/2013/08/07/440hz-conspiracao-contra-mente-humana/

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Brinks

Logo flame


terça-feira, 30 de julho de 2013

Os Desclassificados 2013


sexta-feira, 26 de julho de 2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Que eu leve o sol

Senhor
faz de mim
um insrtumento
da tua música.
Onde há silêncio
que eu leve o si.
Onde há dor
que eu leve o dó.
Onde há uma lágrima
que eu leve o lá.
E onde há trevas
que eu leve o sol.

Carlos Rodrigues Brandão apud Rubem Alves