sexta-feira, 31 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
Sobre viver bem
terça-feira, 7 de agosto de 2012
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
É preciso estar sempre embriagado
"É preciso estar sempre embriagado. Eis aí tudo: é a única questão. Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo que rompe os vossos ombros e vos inclina para o chão, é preciso embriagar-vos sem trégua. Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira. Mas embriagai-vos. E se, alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre a grama verde de um precipício, na solidão morna do vosso quarto, vós acordardes, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que foge, a tudo que geme, a tudo que anda, a tudo que canta, a tudo que fala, perguntai que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio, responder-vos-ão: 'É hora de embriagar-vos! Para não serdes os escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos: embriagai-vos sem cessar! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira'."
Charles Baudelaire
domingo, 29 de julho de 2012
Calma aí
Ei Tá Tão Depressa Calma Aí Que A Pressa Acaba Você
Talvez Cantar Ou Escrever
Possa Aliviar O Esquema Do Sistema De Ser
Você O Sol O Pas-De-Deux
O Alaúde Do Tocador Matinal
Pode Aliviar O Excesso De Sal
À Saúde De Quem Veio Antes De Mim
Bebo Esse Vinho Tinto Atemporal Amadeirado
E Não Venha Me Dizer Que Para Tudo Há Só Um Lado Planificado
E Não Vem Você Dizer Que É Assunto Encerrado
Está Errado
CALMA AÍ CALMA AÍ CALMA AÍ CALMA AÍ
MAIA - BAIXO, GUITARRA E VOCAL
LEDOUX - BATERIA
quinta-feira, 19 de julho de 2012
terça-feira, 3 de julho de 2012
O princípio de gênero
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Coração embalsamado
Superestrela
Claustrofobia
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Capa segundo CD da banda: Menina por favor
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Instrumentos musicais mais antigos do mundo
Os cientistas usaram datação por carbono para descobrir que as flautas têm entre 42 mil e 43 mil anos de idade e datam da mesma época em que o Homo sapiens iniciou a ocupação da Europa.
Liderada por Tom Higham, da Universidade de Oxford, a equipe disse que o achado sugere que os humanos modernos chegaram ao Danúbio Superior antes de uma fase climática de frio extremo ter atingido a região, por volta de 39 mil a 40 mil anos atrás.
Até então se acreditava que o Homo sapiens teria chegado ao local somente após esta onda de frio.
"Estes resultados são consistentes com a hipótese que criamos muitos anos atrás, de que o Rio Danúbio foi um corredor importante para o movimento de humanos e inovações tecnológicas para o centro da Europa entre 40 mil e 45 mil anos atrás", disse Nick Conard, pesquisador da Universidade de Tuebingen.
Os cientistas argumentam que os instrumentos musicais podem ter tido um papel importante para rituais religiosos ou recreativos e alguns chegam a afirmar que a música pode ter sido um dos fatores de diferenciação dos homens modernos sobre os neandertais, que foram extintos em grande parte da Europa há cerca de 30 mil anos.
terça-feira, 29 de maio de 2012
A todo mundo
quinta-feira, 24 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Gravação nova: Saia do meu inconsciente
Não quero mais pensar em você,
Me deixe descobrir quem eu sou,
Arranjo: l. manzoni/fabiano foresti/f. foresti/r. albuquerque
©Copyright 2010 Todos os direitos reservados
quarta-feira, 9 de maio de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Música nova: Naquele local
NAQUELE LOCAL*
(f. foresti)
Naquele local eu vi morrer
Naquele local eu vi nascer
Naquele local tinha um quadro
De Cristo crucificado (2x)
Também tinha o quadro de um negro
Tentando agarrar o sol (2x)
Música dedicada ao meu pai, Dr. Eroni Foresti
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Bando de cagão
Sou um analfabeto tecnológico, é preciso antes de tudo esclarecer isso. Não sei instalar programas, baixar músicas, filmes ou mandar mensagens de texto via celular (sim, por conta de compromissos profissionais recentemente aderi a essa COLEIRA DO DEMÔNIO). Só sei mexer no photoshop e um pouco no word, programas que ajudam no meu trabalho. Ah, também nunca joguei videogame na minha vida (o fato de nunca ter ganhado na infância um brinquedo movido a pilha sequer , talvez explique essa aversão a diversões eletrônicas).
Sei postar as coisas aqui no blog, mas para isso realmente não precisa ser o inventor do Facefuck para se sair bem.
Pois bem, feita essa pequena introdução (OPS), o caso é que nunca tinha ouvido falar no tal do TROLL. Recém adentrado no selvagem mundo do Twitter (por dinheiro, é claro), me explicaram o conceito: basicamente são pentelhos que ficam enchendo o saco das pessoas online, e nunca pessoalmente. Talvez seja essa a única contribuição que esses indivíduos fazem para a sociedade - ficarem dentro dos seus quartos mofados.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Re: Poema do saco cheio
PATRIOTISMO RECORRENTE PATOLÓGICO AGUDO POR
OSMAR COMDÊ NOPHYN
Estou cheio,
cheio de tudo.
cheio da vida, cheio do mundo,
cheio de mim mesmo.
Cheio de respirar sem parar,
de comer, de estudar, de andar,
de olhar, de beber, de mijar, de cagar,
sem jamais acabar de encher umas coisas
e esvaziar outras!
Cheio de ver o Sol passar de lá pra cá,
de lá pra cá, de lá pra cá,
e nunca, não sei por que, de cá pra lá!
Cheio de um dia passando atrás do outro,
ontem, hoje, amanhã, depois,
janeiro, fevereiro, março, abril,
segunda, terça, quarta, quinta,
quinta, quinta, quinta, quinta dos infernos...
E repetir todo dia essa chatura eterna:
"Bom dia", "Boa noite". "como vai?"
Cheio de abrir jornal cada dia que passa
e saber que Fulano matou a Beltrano,
que aquele outro roubou,
que tal preço subiu,
que a mulher do padeiro
la-la-ri com o leiteiro.
Guerra, revolução, jogo de futebol,
cheio de em todo jogo haver sempre
um que ganha, um que perde, um juiz que é ladrão.
Cheio de receber, de pagar, de comprar,
de pagar, de ganhar, de perder, de comprar,
de pagar, de pagar, de pagar, de pagar...
Cheio de só ver gente que
está sempre doente.
Cheio de ver gargantas, de ver línguas de fora,
de ver cacos de dentes,
de bocas que fedem mais que bobó de gambá!
"Dói aqui?" "Dói ali?" "Dói acolá?"
Dói, sim. Tudo dói. Tudo está mal!
Cheio de vidros cheios de tumores,
de escarro, de sangue, de bosta.
Cheio da humanidade que passa
e repassa
e nasce, e cresce, e morre,
e não acaba nunca de nascer,
de crescer, de morrer, de morrer!
Como enche isso tudo!
Criança berrando e berrando e berrando.
Cheio de gente justa, gente boa, gente fina,
gente que diz "comigo é tudo no direito"
e de nunca encontrar essa gente na vida,
gente que já nasceu certamente enterrada:
"Aqui jaz Fulaninho, um primor de candura"
"Aqui jaz Fulaneco, a bondade em pessoa"
"Tutti buona genti, ma ladri!"
Cheio, cheio de fato
do que se diz, do que se lê, do que se escreve.
Cheio dessa poesia imbecil e concreta,
dessa música besta, dessa prosa idiota.
Cheio de precisar falar ao telefone,
aperte o dois, aperte o três, aperte o quatro,
e tome musiquinha,
onde está você, telefonista?
aperte o cinco, aperte o seis, aperte o sete,
e tome musiquuinha
até que a linha cai,
espere um pouco mais, insista, insista, insista
"Ora vá aporrinhar tua mãe
sua vigarista!"
Cheio das mentiras convencionais:
"Tive muito prazer em conhecê-lo"
Prazer? Porque prazer? Prazer horrível, é o que é!
E quer saber do que mais? Pois então, vá...
Oh! a angústia suprema do palavrão
que morre amordaçado na garganta!
Chato mundo, mundo chato, chato,
chaaaaaaaaaaato...
E ter de trabalhar todo dia,
trabalhar para quê?
Ir para o trabalho,
voltar do trabalho,
ir para o trabalho,
voltar do trabalho,
ir e voltar, ir e voltar,
ir e voltar, ir e voltar,
até que um dia, finalmente,
ir...e não voltar.
Cheio de precisar procurar
e falar e implorar aos
figurões
das repartições:
"Volte amanhã, cole mais um selo,
entre na fila, reconheça a firma,
volte amanhã, espere o chefe chegar do café,
hoje já fechou, volte amanhã,
siga os canais competentes,
pague o imposto, volte amanhã,
volte amanhã, volte amanhã,
não volte nunca mais, vá pro diabo!
Trabalhar no INSS
entrar para o INSS
sair do INSS
credenciar no INSS
brigar com o INSS
reatar com o INSS
sofrer, viver, respirar, comer, mijar INSS
pr ´um dia, finalmente,
faturar quarenta US,
Sentir que a vida passa e não se realiza,
sentir que esse bolero de Ravel não tem fim.
Nascer, chorar, crescer, crescer, crescer,
estudar, brigar, levar pau, crescer mais,
apanhar do papai, apanhar da mamãe,
apanhar do colega, apanhar da polícia,
apanhar resfriado, apanhar gonorréia
e depois trabalhar e lutar e casar
e levar a mulher pro doutor abortar,
e dormir, e acordar, e fugir do credor,
e dar golpes na praça e comprar o juiz
e juntar capital, e enfim enriquecer
na hora de morrer deixando alguém feliz.
Ora, p...a, direis, que já me estoura o saco!
Oh! chatura sem fim, oh! chatura infernal!
Estou cheio, estou cheio, estou cheio de tudo,
deste mundo, da vida, de mim mesmo talvez!.
De que vale trepar se o gozo é tão fugaz
e o que sobra, afinal, é um ardor por detrás!!!





















